sexta-feira, 28 de abril de 2006

É doença?

"Se a homossexualidade é mesmo uma doença, façamos então o seguinte, basta ligar para o trabalho e dizer:
EI, NÃO VOU TRABALHAR HOJE! CONTINUO GAY! "
(frase da ativista lésbica norte-americana Robin Tyler)

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Um bom começo

Finalmente, depois de algumas tentativas frustradas, pude começar as entrevistas para o meu TCC, uma série de reportagem para rádio sobre Pais homossexuais.
Esse sábado, muito gentilmente a Karla e a Jéssica me receberam em sua casa em um bairro residencial. Na porta, dois avisos: Essa casa tem Amor, Paz e Harmonia e uma bandeira do Arco-Íris, símbolo do movimento GLBT, pendurada em uma casinha de passarinho.
De um casamento de quatro anos de Jéssica, nasceu a Pietra. Quando a menina tinha dois anos, seus pais se separaram e seis meses depois, Jéssica começou a namorar com Karla. Um ano depois elas alugaram uma casa e foram morar juntas. Isso faz quatro anos e no último Dia das Mães, a Pietra fez dois presentes para as suas duas mães.
Para a Pietra entender que Karla e Jéssica namoravam, Karla mostrou para a menina os filmes A Bela e a Fera e Shrek.
- Viu só, a gente fica com quem a gente ama e não com quem querem que a gente fique. E a gente ama independente de cor, dinheiro ou sexo.
Agora, a Pietra espera ter uma irmãzinha ou irmãozinho. Um filho da Karla e Jéssica concebido por inseminação artificial. Elas ainda estão decidindo quem irá gerar a criança.
Os pais da Jéssica romperam com ela. Mas, a mãe da Karla adotou a Pietra como neta e cuida dela enquanto as mães vão trabalhar.
Pietra chegou a perder a amizade da coleguinha Bia depois que contou que tinha duas mães. Os pais dessa menina a mudaram de classe e proibiram que ela fosse ao aniversário da Pietra. Com apenas sete anos, Pietra teve de aprender a selecionar as amizades precocemente. Mas, tem a resposta pronta para virar essa situação. - Você tem uma mãe? Azar o seu. Eu tenho duas.
A Pietra tem tudo como uma criança gostaria de ter. Riso fácil, muitas amiguinhas, estuda em uma escola particular, faz balé, ganha festinha de aniversário, tem duas cadelas, tem seu próprio quarto e quando crescer quer ser veterinária.
Assim como as outras crianças, Pietra tem pai e o vê quinzenalmente. Ele, revoltado ao saber que sua ex-esposa vive com uma mulher, chegou a ameaçar pedir a guarda da menina. Mas, Jéssica diz que ele não está interessado em cuidar realmente da menina, assim como elas cuidam, mas em provocar Karla. -Eu já disse que eu deixo ele ficar um mês com a Pietra, mas tem de levar na escola, fazer lição, colocar para dormir no horário, tudo o que a gente faz. - Ele nunca pediu esse mês.
Karla acredita que os avós e o pai de Pietra esquecessem do lado da menina. - Não querem saber se a Pietra gosta de mim ou não, ou se eu cuido bem da Pietra, mas no que os outros dizem. Vivo com a Pietra há mais tempo do que o seu pai viveu e uma separação seria muito dolorosa.

terça-feira, 4 de abril de 2006

Estou tentando me construir

Não é poesia, não é a grande banda, nem a grande composição. Mas, é uma letra que lembra bem alguém que está em obras. E como cada uma dessas coisas são dificéis...acho que vou passar a vida tentando.

Eu tô tentando largar o cigarro
Eu tô tentando remar meu barco
Eu tô tentando armar um barraco
Eu tô tentando não cair no buraco

Eu tô tentando tirar o atraso
Eu tô tentando te dar um abraço
Eu tô penando pra driblar o fracasso
Eu tô brigando pra enfrentar o cagaço

Eu tô fincando meus pés no chão
Eu tô tentando ganhar um milhão
Eu tô tentando ter mais culhão
Eu tô treinando pra ser campeão

Eu tô tentando ser feliz
Eu tô tentando te fazer feliz

Eu tô tentando entrar em forma
Eu tô tentando enganar a morte
Eu tô tentando ser atuante
Eu tô tentando ser boa amante

Eu tô tentando criar meu filho
Eu tô tentando fazer meu filme
Eu tô chutando pra marcar um gol
Eu tô vivendo de rock'n roll....."

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Eu também quero

Esse eu robei da Francini dona do blog Para guardar em algum lugar(legal esse nome né).


"Quero fontes espalhadas por toda a cidade para que possamos gastar nossas moedas com um pouco de fantasia".