Não sou paga pau de gringo. Mas, essa notícia despertou minha admiração. O livro infantil "And Tango Makes Three"(Com Tango, Somos Três) vendeu 15 mil exemplares. A publicação conta a história real de dois pingüins machos, que dispensaram as fêmeas, formaram um "casal", chocaram um ovo descartado e ganharam uma filhote adotiva em pleno zoológico do Central Park, em Nova York.
A história dos pingüins gays pode escandalizar alguns, mas o mais importante não é chocar, mas ensinar a tolerância e a diversidade, e principalmente, encarar o diferente com naturalidade e fazer com que novas gerações entendam que homossexualidade não é doença.
Sucesso de vendas improvável em outros países, o fenômeno é típico dos Estados Unidos, o país do gayby boom (trocadilho com baby boom), onde 21% das lésbicas e 5% dos gays têm filhos biológicos ou adotivos e onde aproximadamente 3,5 milhões de crianças vivem em lares de casais do mesmo sexo. Aqui no Brasil, os números são menores, mas também surpreendem. Em pesquisa feita na Parada GLBT de São Paulo (a maior do mundo) em 2005, cerca de 13.5% dos entrevistados declararam ter filhos. Se levarmos em conta que estavam presentes 2.5 milhões de pessoas, chegamos a um número de quase 340 mil pais e mães gays, só no evento.
O número de publicações de livros infantis com tema gay crescem sem parar desde o final dos anos 80. A lista já conta com 71 títulos como: Daddy's Roommate ("O Companheiro do Papai") que conta a história de um menino que conhece o parceiro de seu pai e mostra os dois dormindo na mesma cama, passando bronzeador na praia e comendo pipoca abraçados no sofá da sala; "The Sissy Duckling" (O Patinho Afeminado), fala de um patinho que não leva jeito para esportes, adora assar biscoitos e usa óculos cor-de-rosa e que no final diz ser gay com mto orgulho; Carly: She's Still My Daddy ("Carly Continua Sendo Meu Pai"), que conta a história de um pai que muda de sexo; e King & King (Rei e Rei), a história do príncipe que não gostava de princesas e acabou se casando com outro príncipe. King & King foi lançado em cinco países (Holanda, Alemanha, Dinamarca, Espanha e Estados Unidos) e ganhou continuação, King & King & Family.
quinta-feira, 19 de outubro de 2006
segunda-feira, 16 de outubro de 2006
Tem gente olhando
Disfarça, tem gente olhando.
Uns, olham pro alto,
cometas, luas, galáxias.
Outros, olham de banda,
lunetas, luares, sintaxes.
De frente ou de lado,
sempre tem gente olhando,
olhando ou sendo olhado.
Outros olham para baixo,
procurando algum vestígio
do tempo que a gente acha,
em busca do espaço perdido.
Raros olham para dentro,
já que dentro não tem nada.
Apenas um peso imenso,
a alma, esse conto de fada.
Uns, olham pro alto,
cometas, luas, galáxias.
Outros, olham de banda,
lunetas, luares, sintaxes.
De frente ou de lado,
sempre tem gente olhando,
olhando ou sendo olhado.
Outros olham para baixo,
procurando algum vestígio
do tempo que a gente acha,
em busca do espaço perdido.
Raros olham para dentro,
já que dentro não tem nada.
Apenas um peso imenso,
a alma, esse conto de fada.
segunda-feira, 9 de outubro de 2006
Graaaande Adoniran
no site “Samba & Choro” publicaram outro dia um especial em homenagem a Adoniran Barbosa, graaaande gênio. O produtor Pelão (José Carlos Bottezelli), conta uma história sobre a letra da música "Iracema".
"Ele tinha o seu charmezinho. Gostava das suas conquistas. Tem uma história que ele me contou, sobre a composição de uma música, que eu dou muita risada.
Havia um mulherão, que freqüentava o "Papai", ali na São João, à noite, e não dava a mínima bola pro Adoniran. Ele já era um grande nome de rádio, e ela uma das “mariposas”, e não dava pelota para ele. O Adoniran era louco por ela. Isso lá pela década de 50. Um dia ela saía do lugar, ele levantou e, de pé, falou bem alto: "Vou te matar. Vou te matar!" Sentou e ficou quieto.
No dia seguinte chegou com a letra da "Iracema":
"Iracema, você atravessou contra-mão, veio o carro e te pincha no chão...". A mulher entrava no lugar e ele berrou: "Te matei!! Tá aqui". E nunca mais olhou pra ela..."
"Ele tinha o seu charmezinho. Gostava das suas conquistas. Tem uma história que ele me contou, sobre a composição de uma música, que eu dou muita risada.
Havia um mulherão, que freqüentava o "Papai", ali na São João, à noite, e não dava a mínima bola pro Adoniran. Ele já era um grande nome de rádio, e ela uma das “mariposas”, e não dava pelota para ele. O Adoniran era louco por ela. Isso lá pela década de 50. Um dia ela saía do lugar, ele levantou e, de pé, falou bem alto: "Vou te matar. Vou te matar!" Sentou e ficou quieto.
No dia seguinte chegou com a letra da "Iracema":
"Iracema, você atravessou contra-mão, veio o carro e te pincha no chão...". A mulher entrava no lugar e ele berrou: "Te matei!! Tá aqui". E nunca mais olhou pra ela..."
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