domingo, 28 de outubro de 2007

Ele que não era bobo...

Zé Ketti cantava:

"Pode me prender
Pode me bater
Pode até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião
Daqui do morro eu não saio não"

Pois é, Zé Ketti não era bobo. Descobri que depois que conseguiu fazer um pé de meia (modesto, porque samba não dava dinheiro naquela época) foi morar em Botafogo.

domingo, 14 de outubro de 2007

Rumo ao Inteiror

Em poucos dias, vou conhecer os caminhos do Amazonas

Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar
Cartola

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O mérito do filme


Ao assistir um filme a gente se identifica com o narrador ou com o herói. No caso do aclamado Tropa de Elite - apesar de acabar torcendo por Neto e Matias, os heróis do filme – pessoas como eu só deveriam conseguir se identificar com a turma da universidade, afinal eu só vi fuzil no cinema mesmo.

Os coadjuvantes do filme: Maria (Fernanda Machado), Roberta (Fernanda Freitas), Edu e Rodrigues têm muita coisa em comum comigo e com pessoas do meu convívio. São bonitos, jovens, fazem faculdade, tem alguma consciência social, trabalham em ong na favela, lêem Foucalt e por isso, acreditam conhecer a verdade do mundo. Entre uma aula e outra eles dançam, namoram, ajudam crianças pobres, fazem passeata pela paz, e puxam um baseado.

Eles são apenas coadjuvantes, mas são mostrados como a causa de uma cadeia de acontecimentos no filme, e claro, na vida da gente. Ouvi pelo menos três vezes personagens sendo categóricos: “Quantas crianças a gente vai ter que perder para o trafico, só pra playboy poder curtir um baseado?” ou ainda “Pra mim quem fecha com bandido é bandido também”. Tapa na cara de quem está sentado na poltrona para parar de achar normal puxar um, vez ou outra.

O uso moderado realmente não parece danificar ninguém. Acontece que ninguém plantou a sua folhinha na jardineira de casa, ela veio de algum lugar – e o filme mostra que esse lugar é bem parecido com o inferno. E muitas vezes a mão que ajuda a comunidade e pede paz, é a mão que financia a manutenção desse inferno.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Para merecer fidelidade

Na semana passada, a vereadora de São Paulo, Soninha Francine, trocou o PT pelo PPS, seguindo o mesmo caminho de vários ex-petistas que migraram e formaram o PSOL, como Luciana Genro, Carlos Gianazzi, e uma lista que só aumenta.



Eu votei na Soninha. E repito, votei por credibilidade a Soninha, não exatamente ao PT. Sei que na democracia ideal eu deveria votar em partidos, programas, e não em pessoas. O problema é que os partidos são formados por pessoas e pessoas, algumas que acreditam naquele programa até o fim, e outras que o abandonam. Muitos dos que abandonaram o partido foram justamente os que não abandonaram o programa. Por isso, repito eu votei na Soninha, e não no PT. Assim, acho justo que o cargo de vereadora permaneça com a Soninha e a cadeira seja transferida para o PPS.



Porém, se a fidelidade partidária tão aclamada na Reforma Política fosse posta em prática desde a semana passada, Soninha deixaria de ser vereadora, pois o cargo pertenceria ao partido. Eu, que me considero minimamente politizada, ainda assim voto em pessoas que confio ou não. Duvido muito que estejamos com um eleitorado tão maduro a ponto de escolher partidos. Pior, não são os eleitores que não estão maduros, são os partidos que não estão confiaveis e fieis aos seus programas. Então, como que uma instituição infiel pode cobrar fidelidade de seu filiados? Seria o mesmo que uma prostituta cobrar fidelidade de seus parceiros, não é mesmo?


* Não poderia de deixar de comentar que adorei o final de Paraiso Tropical, com a imitação de Monica Veloso. Bebel é a melhor personagem da década e já tô com saudade.