quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Porque aqui é o meu lugar

Até pouco tempo eu nunca tinha me interessado por futebol. Acompanhava só Copa do Mundo e não tinha um time pelo qual torcia. Até que a emoção tomou conta desse pequeno coração ao ver o Timão em campo. O jogo não era decisivo, mas não deixava de ser angustiante. O Pacaembu estava cheio para ver um elenco pífio empatar com sufoco para o Internacional na série A do Campeonato Brasileiro 2007. A torcida contava os pontos para não ver seu time cair, mas não parava de gritar "Vamo, vamo, meu timão não pára de lutar". LINDO!!!

O elenco era medíocre, mas o jogo era emoção pura, porque como se diz os outros times tem torcida, mas o Corinthians é uma torcida que tem um time. Prova disso é que depois da queda, veio mais fidelidade da torcida. Muito choro, o lindo "Eu nunca vou te abandonar" e a versão do Roberto "Não pára, não pára, pra frente Timão". O Corinthians revigorou-se, renovou-se do alto pra baixo, e chegou a final da Copa do Brasil, provando que ainda pertencia a elite do futebol brasileiro.

Na série B do campeonato brasileiro, os estádios eram sempre lotados e um elenco alvinegro sobrou na segundona. No último sábado (dia 25/10), como esperado, o Timão garantiu o acesso à elite do futebol brasileiro, com várias rodadas de antecedência. Pode não ser mais do que a obrigação, mas outros grandes times que já passaram pelo calvário da segunda divisão não tiveram a mesma tranquilidade que o Coringão para retornar, em especial o Grêmio.

Aliás, nem pode se dizer que esses meses foram um calvário para a fiel torcida, apenas um incomôdo, já que havia a certeza da volta para a primeira divisão há meses. No dia do retorno, Felipe e Dentinho, que passaram pela agonia de ver o time cair ano passado, pularam o alambrado e se misturaram a milhares de corintianos aliviados. Algo fora do comum, mas só pra quem não é Alvinegro.

Seguindo a tradição, emoção é sempre com Corinthians. Tinha que ter música de Roberto Carlos(Eu voltei agora pra ficar...), aquela que é brega para todos, menos para os apaixonados.

O Coringão voltou para o lugar devido, de onde nunca devia ter saído. A segunda divisão não foi uma lacuna a ser esquecida em sua história. Foi o momento para reviver heroísmo, e reafirmar a fidelidade da torcida e até como disse o goleiro Felipe "às vezes você precisa chegar ao fundo do poço para se reerguer e corrigir os erros que cometeu". Corinthianos, e só os corinthianos, entendem que o ingrediente principal do futebol é a paixão e não troféus.

Tem um pitaqueiro que não entende nada disso, mas é bom conhecedor de futebol e tem sempre palpites certeiros. Meu jornalista esportivo favorito, comenta com mais imparcialidade que eu aqui, e traz aqui bons palpites para 2009.

Uma eleição mais interessante

Não fosse o “quase lá” surpreendente do Gabeira, as eleições municipais de 2008 teriam sido bem chatinhas. Nas capitais, o PT elegeu 6 prefeitos, ante os 9 em 2004 (mas deixou sucessor em BH). Por outro lado, o partido ganhou 146 prefeituras a mais que em 2004.

Houve reeleição em São Paulo, Fortaleza, Salvador, Vitória, Cuibá, Campo Grande, Goiania, e nas três capitais sulistas. Os apadrinhados pelos governadores no Rio de Janeiro e Belo Horizonte venceram. Conclusão, independente de partidos, o eleitor optou por deixar tudo como está. Acho que os últimos anos de economia nos eixos e crescente deixou todo mundo com sensação de barriga cheia e satisfeitos com a situação.

Já que as eleições municipais acabaram e as dos Estados Unidos eu não posso votar mesmo, meu foco é uma eleição bem mais interessante e gostosa: a escolha do melhor petisco de São Paulo no Boteco Bohemia. Já adquiri meu livreto de candidatos e estou procurando provar todos para ser bem justa em minha escolha. Ainda mais nesse caso, sou contra voto nulo e acho importantíssimo pesquisar bem os candidatos. Por enquanto, eu estou fazendo boca de urna para o Portadella, um pastel de massa folhada com recheio de mortadela, catupiry e pistache do Portella. Huuummm!



Serviço: Portella – Rua Sebastião Soares de Farias, 61, Bela Vista.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Burrice

Eu queria entender o que passou pela cabeça de toda a equipe de campanha da candidata e da própria ex-prefeita. Será que ninguém levantou a mão e disse "Tem certeza que vão seguir com isso?" ou "Para que vão seguir com isso?". E se alguém disse, por que não o ouviram essa sensata pessoa?

Não é só questão de ética. Acho que isso eles desconhecem mesmo, mas é questão de ter estratégia eficiente para ganhar votos. Alguém achou que o eleitorado do Kassab ou os indecisos deixariam de votar no candidato por ele ser gay? Alguns conservadores, sim, mas isso se ele tivesse numa disputa contra o Alckmin, um homem que é casado há anos e tem filhos.

Mas algum conservador deixaria de votar em um gay (ou suposto gay) para votar na madrinha dos gays? Não, né. Pior, ela perdeu justamente o apoio de quem sempre esteve com ela. Ou ela acha que ainda será madrinha de algo depois disso? Corrompeu sua biografia por desespero em uma campanha importante, porém passageira.

Ela vai perder as eleições e eu vou achar bonito. Vou achar bonito os eleitores acharem que a orientação sexual de um político nada interfere em sua capacidade. Mas já estou com o coração apertado por não ter mais esperança numa política um pouco mais limpa e uma gestão menos medíocre que a atual.

Perdendo as esperanças

Eu queria muito que a próxima gestão da cidade de São Paulo fosse encabeçada pela Marta Suplicy. Em nenhum momento considerei que ela fosse a política dos meus sonhos, pelo contrário, me irrito cada vez que ela aparece no vídeo. Mas torcia para seu retorno à prefeitura, porque considero que ela foi responsável pela melhor gestão da cidade.

Durante sua gestão, a candidata lidou com um orçamento menor que o atual, apresentou mais projetos inovadores, renovou o transporte, oxigenou a educação, falhou um tanto, e executou muito. A gestão atual para mim não chega a ser ruim, mas medíocre, pois, exceto a Secretaria de Meio Ambiente, as demais apenas deram continuidade ao que já estava pronto para executar.

"Queria" significa que não quero mais. Marta e sua equipe de idiotas conseguiram me fazer perder a esperança com o comercial veículado desde domingo a noite, após o debate na Rede Bandeirantes em que questiona a biografia e encerra questionando a vida pessoal do adversário Kassab. Eu justamente admirava o fato dela ter se separado do Suplicy e casado novamente, sem pensar nas críticas a sua vida pessoal. Afinal, isso não mudaria nada na vida dos munícipes. Assim como o fato do Kassab não ser casado, não ter filhos ou até mesmo ser gay, não o desabilita em nada.

Nessa campanha, ela já tinha o melhor projeto, o melhor histórico de gestão, não precisava apelar e cutucar na vida pessoal. Isso é baixaria, falta de ética e moral política. Justificada pelo desespero na campanha? Pode ser. Mas não se pode assinar embaixo de baixarias ou outros políticos podem considerar que esse seja o caminho da vitória. Penso em puni-la com meu voto nulo.

Disse há pouco que o voto nulo só se aplicava a casos extremos. Pois este é o caso. Sei que votando nulo, estou praticamente reforçando a vitória de Kassab. Mas acho melhor tolerar uma gestão apenas medíocre do que tolerar baixarias políticas.

PS: Me sinto um pouco traída por ter torcido publicamente por algo que só me envergonha.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Santo do pau oco

Aliás, eu não entendo essa do Covas ser herói. O cara morreu todo tadinho. Se mostrou guerreiro na luta contra sua doença (até, aí, Alencar tá no mesmo caminho). Aí morre e ninguém vai ficar cutucando nos podres do defunto. Se ninguém cutuca, o homem vira santo. Santo do pau oco!

Esse homem tão admirável por todos os políticos brasileiros, de PSOL a PRONA, pra mim é o responsável (junto ao seu pupilo Alckmin) pelo sucateamento das escolas públicas de São Paulo. Faça um teste e entre na escola estadual mais próxima, ela tem o legado de 14 anos de PSDB, depois entre em uma escola municipal mais próxima e compare. Aí duvido que me diga alguma coisa útil que o Covas tenha feito. Eu não lembro de nada.

Segundo turno em São Paulo sem Alckmin

Alckmin, amigo, todo mundo te avisou para ficar fora dessa, mas não, você quis quebrar a cara sozinho, sem amigos e pior, brigando agressivamente com eles. Pronto, quebrou a cara. Satisfeito? Agora, fica nesse papel ridiculo de rejeitado e coitadinho. Logo você que saiu bem avaliado da longa gestão como governador, que enche a boca para dizer que é "afilhado" do quase santo Covas, quer ficar nessa disputa boba com seu próprio partido. Achou que o Covas ia te abençoar do além? Se liga, brow.

Segundo turno no Rio

Em junho/julho eu estava arrumando as malas para ir morar no Rio de Janeiro e me deu um desânimo pensar que a cidade onde eu moraria seria governada pelo bispo Crivella, que na época liderava as pesquisas. Pensava que não importava se daria Marta, Kassab ou Alckmin em São Paulo, qualquer um desses era melhor que o Crivella. E não é que os cariocas me surpreenderam positivamente? Gabeira não apenas tirou o Crivella do páreo como já está tecnicamente empatado com o Paes, que eu achei que fosse tomar as eleições de colherada com apoio do Sérgio Cabral. Ai, ai, vou repensar minha mudança de cidade.

Voto nulo

Há uns 3 anos, fiz uma matéria para a rádio da faculdade que explicava a diferença entre o voto nulo e o voto branco. Na verdade, existe uma lenda de que o voto branco vai para o partido ou candidato que estiver na dianteira e o Nulo não. Isso é apenas uma lenda. Nenhum dos dois vão para lugar nenhum.

A única diferença é que se mais da metade da população anular seu voto, as eleições são anuladas. Isso é, convoca-se novos candidatos, e inicia-se uma nova eleição.

Como já disse anteriormente, sou contra o voto nulo ou branco. Até entendo que a gente fique muito na dúvida, mas não dá pra se abster de política. Alguém tem que escolher e que sejamos nós. A maré vai continuar, se você nadar ou não. Então, nade. Escolha seu rumo, nem que seja o menos pior...a não ser que prefira outros candidatos e algo aponte que a maioria também.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Quais candidatos pensam como você?

Para nos ajudar a decidir em quem votar nesse domingo, a Veja colocou em seu portal um questionário. Você responde quais seriam suas prioridades se fosse prefeito, qual solução daria para o trânsito, educação, saúde, meio-ambiente, etc. Ao final, ele aponta qual o candidato tem mais idéias em comum com as suas. Acesse aqui.

Sei que você pode desconfiar da Veja. Mas, o bom desse teste é que ele aponta questão a questão o candidato que pensa como você e não traz o resultado apenas no final. Assim, dá pra ver que você concorda com a solução para saúde do candidato A, mas discorda da proposta dele para o trânsito, e prefere a solução do candidato B.

O teste parece bem lógico e o meu resultado não me surpreendeu. Eu que estou com um resquicio de dúvida, continuei com ela. O que significa que o teste não me induziu tanto. Ele pode ajudar a comprovar se você realmente não está deixando de votar na Marta porque ela é uma perua, na Soninha porque é maconheira, no Alckmin porque é sem graça ou no Kassab porque é gay. Se for para justificar o voto, que seja nas idéias e não pelas figuras. Afinal com bom marketeiro, o Kassab vira simpático, bonito, macho (minha mãe vai votar nele porque acha ele muito macho, ui!).

*O teste também é válido para o Rio de Janeiro.