quinta-feira, 27 de março de 2008
Machismo na política II
Por outro lado, nas eleições de São Paulo, aposto que vão chamar Marta de perua, por conta de suas roupas e sapatos de luxo, seu cabelereiro caríssimo, seu botox, etc. Já o Kassab vai ser considerado um homem vaidoso e que se cuida ao ir a academia e ter melhorado sua aparencia durante sua gestão. Aliás, acho que foi uma das poucas coisas que ele fez nesses anos.
Machismo na política I
No dia 9 de março, a Folha de S.Paulo publicou uma matéria com as três candidatas a Prefeitura de Porto Alegre: Luciana Genro (PSOL), Manuela Davila (PC do B) e Maria do Rosario (PT). A reportagem tratava dos preconceitos que elas já sofreram na vida política por serem mulheres. Fiquei feliz porque descordo que tenham sofrido preconceito, e matéria me pareceu até um pouco forçada para se encaixar na pauta proposta.
Maria do Rosario reclama por ser chamada de Mariazinha. Para ela o diminutivo tem duas vias, pode parecer carinhoso, mas soa pejorativo e como diminuição. Ela até tem razão. Porém vários outros colegas de partido dela utilizam diminutivo em seus nomes masculinos, como Professor Luizinho, Zezinho do PT, e outros. Logo, pode até ser uma ofensa ou preconceito ser chamada de Mariazinha, mas não é exclusivo para mulheres.
Luciana Genro reclama por ser comparada ao pai, por acharem que suas conquistas não foram por suas capacidades, mas por seu sobrenome abre caminho. Preconceito, sem dúvida. Mas não diferente do que outros filhos de políticos já passaram, como o ACM Neto. Ele até pode querer a comparação, que Luciana se ofende. Mas mais uma vez essa comparacão não é exclusiva para mulheres, logo não é machismo.
Manuela Davila reclama por ser considerada a musa do Congresso. Bem, Manuela é jovem e bonita. Acharem uma mulher bonita não é machismo, mas sem dúvida é preconceito ser reconhecida por isso e não por seus feitos. Porém, Lindberg que tem uma trajetória parecida com a dela (ambos vieram da UNE) também é jovem e bonito e durante sua campanha para a Prefeitura de Nova Iguaçu, foi apelidado de Lindoberg. Preconceito, pode ser, mas não é machismo, né. Que bom!
Maria do Rosario reclama por ser chamada de Mariazinha. Para ela o diminutivo tem duas vias, pode parecer carinhoso, mas soa pejorativo e como diminuição. Ela até tem razão. Porém vários outros colegas de partido dela utilizam diminutivo em seus nomes masculinos, como Professor Luizinho, Zezinho do PT, e outros. Logo, pode até ser uma ofensa ou preconceito ser chamada de Mariazinha, mas não é exclusivo para mulheres.
Luciana Genro reclama por ser comparada ao pai, por acharem que suas conquistas não foram por suas capacidades, mas por seu sobrenome abre caminho. Preconceito, sem dúvida. Mas não diferente do que outros filhos de políticos já passaram, como o ACM Neto. Ele até pode querer a comparação, que Luciana se ofende. Mas mais uma vez essa comparacão não é exclusiva para mulheres, logo não é machismo.
Manuela Davila reclama por ser considerada a musa do Congresso. Bem, Manuela é jovem e bonita. Acharem uma mulher bonita não é machismo, mas sem dúvida é preconceito ser reconhecida por isso e não por seus feitos. Porém, Lindberg que tem uma trajetória parecida com a dela (ambos vieram da UNE) também é jovem e bonito e durante sua campanha para a Prefeitura de Nova Iguaçu, foi apelidado de Lindoberg. Preconceito, pode ser, mas não é machismo, né. Que bom!
Momento fútil
Deu em todas as revistas de fofocas:
Filha de Gilberto Gil, Marina Morena (aquela inspirada ou inspiradora de "Marina Morena Marina/ vc se pintou), casa-se com o maquiador das celebridades Fernando Torquato.
Não é uma coincidencia curiosa?
Filha de Gilberto Gil, Marina Morena (aquela inspirada ou inspiradora de "Marina Morena Marina/ vc se pintou), casa-se com o maquiador das celebridades Fernando Torquato.
Não é uma coincidencia curiosa?
terça-feira, 11 de março de 2008
De quem é a Amazonia?

Hoje no Estado de São Paulo online:
Índia tenta impedir choque em reintegração de posse no AM
Então quem invade a Amazônia são os índios? Invandiram terras de quem, cara pálida? De quem é a Amazônia?
quinta-feira, 6 de março de 2008
O ano que não acabou

Eu já estou com o pé nessa estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes amanhã
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol
A nova minissérie Global - Querido Amigos - retrata 1989. O ano é emblemático. Na Alemanha, caí o Muro de Berlim. No Brasil, ocorre as primeiras eleições presidenciais depois da ditadura e Cazuza aparece doente na capa da Veja.
Uma eleição inesquecível, com cerca de 20 candidatos. Segundo turno com disputa suja e voraz entre Lula e Collor. Propostas completamente distintas. Era o início do marketing político no Brasil. E venceu quem melhor soube utilizar a TV. O mundo vê a vitória do capitalismo, o Brasil do neoliberalismo. Nada mais foi como antes. Os grupos que lutaram unidos durante a ditadura, cresceram e tanto eles quando seus filhos vivem dramas pessoais, individuais, íntimos. O sofrimento não tem mais cara coletiva. Os exilados voltam, os amigos se reencontram no meio do caos, sem mais ideologias, perdidos na nova liberdade.
A minissérie conta a história de uns 13 amigos, cada um com seu drama pessoal. Eu só tinha cinco anos, mas ainda hoje sinto o amargo de cada drama do folhetim na minha garganta. Acho que 1989 ainda não acabou.
Hoje, não acredito em nada. Casamento, politica, amor ou dor. Meus Queridos Amigos colocaram o pé na estrada. Estão a sua forma tentando Conquistar a América. E continuamos "resistindo na boca da noite um gosto de sol".
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