Na capa da revista Nova, tem uma chamada que varia pouco a cada edição: “Transei no primeiro encontro. E agora?" Ou "Quando é a hora de ir para a cama com ele?"
Num bar, numa mesa de amigos e amigas, uma das garotas lança a discussão sobre o assunto para participação deles. Os rapazes optaram por responder com "poréns", enquanto as garotas deviam pensar no que já tinham feito.
Mais tarde conversando com um amigo, ele me sugeriu que não é preciso se preocupar com jogos se você só estiver interessada em “dar uns beijos” descompromissadamente. Mas se tiver o objetivo de encontrar o homem da sua vida, ou um namorado, é preciso fazer jogo, não mostrar as cartas.
Eu não sei jogar e não tenho paciência para jogo, foi o que respondi. Mas a verdade é que
eu não quero jogar, porque o homem da minha vida é justamente aquele que gostar de mim do jeito que sou, inclusive respeitando o fato de ter vontade própria ou mesmo de desejá-lo (não há nada de moralmente indefensável nisso).
As sete garotas da mesa compartilhavam a mesma opinião. Por que as mulheres se preocupam com isso? Por acaso alguma garota acha o cara menos interessante por ele sentir desejo por você ou querer te levar pra cama? Acredito que não. As mulheres acham natural que os homens gostem de sexo, a desejem e exponham suas vontades. Por que então uma mulher deveria não sentir desejo ou pior, reprimi-lo? Ela deixaria de ser inteligente, bonita, simpática ou que mais a torna interessante, porque ela quer o mesmo que o homem? Há alguma desigualdade aí, né, e que me incomoda muito como qualquer desigualdade.
Há inúmeros motivos para não ir pra cama com um homem, seja no primeiro ou vigésimo encontro, um deles é ele ser machista e não o que ele pensa de você. Porque só uma mulher que não respeita as próprias vontades, que é omissa e submissa pode querer um homem que não está preparado para uma relação igualitária e que não queira ter ao lado uma companheira autentica.