segunda-feira, 30 de março de 2009

FIEL



Dia 10 de abril (feriado) estreia FIEL - documentário de Andrea Pasquim, com roteiro de Serginho Groisman e Marcelo Rubens Paiva.

O filme narrado pelo "bando de loucos" conta a queda e ressurreição do Corinthians no Brasileirão.

Certamente, será campeão de bilheteria e eu estarei na primeira sessão.

Cansada de mim,
Quero ser dois

segunda-feira, 9 de março de 2009

Ronaldo é lição de vida

Lições que Ronaldo nos dá:

1) Pensar é mais importante que correr;
2) Não desistir nunca, mesmo quando ninguém acredita em você;
3) Não ter medo de arriscar (como já disse, ele poderia ser um aposentado milionário pro resto da vida).
4) Humildade sempre.

Mais que Corinthiana, já sou Ronaldo Futebol Clube.

domingo, 8 de março de 2009

Nosso Maradona

Quando fui a Argentina fiquei impressionada com a admiração que se tem pelo Maradona e me perguntei por que não temos isso com ninguém no Brasil, nem com o Pelé.

Pelé não tem carisma e não jogou em um clube de grande popularidade. Zico tem popularidade por ter jogado no Flamengo (assim como o Maradona por ter jogado no Boca), mas não tem taças do mundo.

Agora, Ronaldo está aí pra mudar essa história. Tem carisma, joga em um dos times mais populares do Brasil e tem sua história no futebol mundial muito bem escrita, além de sua história pessoal de superação que só o torna ainda mais admirável.

Já é hora de sermos fiéis aos nossos ídolos. Assim, como Ronaldo, Maradona ficou gordo e tem uma história pessoal bastante conturbada. Mesmo assim, os argentinos o reverenciam.

Assim, como conta-se sobre o Garrincha e Pelé para os jovens de hoje, certamente, vou contar sobre o Ronaldo para meus filhos. E se Deus quiser e os cambistas deixarem, eu hei de assistir no estádio, Ronaldo fazendo a rede balançar.

Ronaldo é Gol


Se eu não fosse corintiana, eu estaria morrendo de inveja de mim. Acho que tem muito Palmeirense que teve de se controlar para não vibrar na hora do gol do Ronaldo, ainda mais do jeito que foi, heroico, nos minutos finais de um clássico aflitivo.

Ronaldo é a história viva de superação. E hoje deu mais uma prova. Pode não ser mais o Fenomeno da seleção de 1998 e 2002, mas calou a boca de quem dizia que ele era um ex-jogador. Ele com 1/3 do que ele era ainda é mais do que a maioria dos jogadores em campo.

Em 30 minutos, ele fez a diferença. E só não fez mais porque infelizmente, o Corinthians está com um time bem aquém, que mal acerta passes e tem um meio-de-campo que não faz a bola chegar ao seu centro avante. Mas todas as vezes que a bola chegou aos seus pés, ele mostrou que os quilos a mais, não diminuem sua intimidade com a bola. Ele sabia exatamente o que fazer. Soube se posicionar, driblou, fez um cruzamento excelente, teve uma bola na trave, e finalmente, um gol. O craque está de volta.

E o que foi a emoção dele se jogando no alambrado? Ah, como ele devia ter sonhado com esse momento, porque nunca jogou para uma torcida como essa. Saiu do Brasil aos 17 anos para jogar nos melhores times do mundo, mas nunca tinha jogado para a melhor torcida do mundo.

Calem-se invejosos. Ele ainda vai dar muito trabalho pra zagueiros, ainda será o pesadelo dos goleiros. Na hora que o Corinthians vai dar a volta por cima, estará ele lá, dando a volta por cima de novo, e de novo e quantas vezes forem necessárias. Ele já ganhou tanto dinheiro, que poderia ter se aposentado, desistido, afinal já são 16 anos de carreira. Mas não. Ele é o exemplo de apaixonado. Enquanto tiver duas pernas, sangue correndo, e a arte nos pés, vai jogar bola, vai fazer gols, porque é o que faz de melhor. É MARAVILHOSO poder voltar a gritar por seus gols. É Maravilhoso te ver jogar no Timão.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Brinquedos de meninas




Faz algum sentido que ainda hoje, as prateleiras de brinquedos de meninas tenham coisas desse tipo?

É claro que eu brinquei com todos eles na infância: panelinhas, ferro de passar, carrinho de feira até. Me diverti. Mas convenhamos, os brinquedos de meninos são 200 vezes mais divertidos e inteligentes. Já o das meninas, só ensinam elas a ficarem felizes com as tarefas doméstica. E pior, como todas as panelinhas são rosa e todos os carrinhos azuis, as meninas crescem achando que cozinha é coisa só de menina.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Feministas não querem ter peso nos ombros

Há mulheres que pensam que o feminismo só serviu para acumular peso sobre seus ombros, que agora elas tem de trabalhar, e cuidar dos filhos, do marido, da casa, ser bonita, etc. Poder trabalhar e ter sua renda própria é libertador. O trabalho pôs fim ao medo que as mulheres tinham de serem deixadas por seus maridos ou de deixa-los. Tinham de aturar traições, falta de atenção e até mesmo agressões físicas ou verbais. E tudo por dependencia financeira. Nada me parece pior.

Mesmo em um casamento de conto de fadas, em que vivam felizes para sempre, é ótimo não exigir nada ao seu companheiro além de cumplicidade, e carinho. Não é muito bom que o casal seja parceiro em tudo, inclusive na renda familiar?

Quanto ao acúmulo de funções, pra mim, essa é uma das maiores lutas que as mulheres ainda tem de enfrentar. O filho não é só dela, a casa não é só dela, a cozinha não é só dela. Então, cuidemos de tudo meio a meio. Acho que essas coisas estão mudando aos pouquinhos já, e vejo homens com pouca resistência a aceitar essa mudança, desde que as mulheres tenham uma postura que exija mais igualdade.

Tenho admiração pelas famílias homossexuais que conheci, justamente porque não há divisões de papéis. Espero que em pouco tempo, as famílias hetero também não tenham mais essa divisão de papéis e sim, uma divisão de peso nos ombros.

Feministas não são mal comidas

Feminismo não é coisa de mal comida. Aliás, mal comidas são as mulheres que pensam que o feminismo só ajudou os homens a transarem mais e sem compromissos. É verdade até. Porém, também nos ajudou a transar bem mais e se você não acha isso bom, me desculpe, mas você é mal comida. Se alguma mulher não quiser, não transa, oras. Mas ela não precisa esconder seu desejo, nem se envergonhar dele.

Hoje, a gente tem direito a escolha e isso é ótimo. A gente toma pílula, exige camisinha, e ninguém é julgada por transar com quantos parceiros desejar. Quer dizer, só não é julgada legalmente, né? Até hoje, as críticas e julgamentos levam muito em conta o gênero. É muito comum ouvir um homem dizer que não se envolve com uma mulher que transe com ele no primeiro encontro. Qual a lógica, se ele também transou no primeiro encontro? Isso é ter dois pesos e duas medidas para a mesma ação. E com uma lógica dessas, é possível aceitar a infidelidade masculina de forma diferente da infidelidade feminina.

Feministas querem ser amadas

Feministas não são contra os homens, mas contra o machismo, a prepotencia masculina, a desigualdade de oportunidades. É possível ser esposa carinhosa e feminista. A vida a dois querer mesmo concessões, não dá pra ser general durona como as feministas das caricaturas. As concessões são bem-vindas, mas de ambos os lados.

Em uma entrevista, a atriz Paloma Duarte disse que quando ama ela é mulherzinha. Se ser mulherzinha quer dizer que ela é romântica, carinhosa, compreensiva, faz vários agradinhos, ótimo. Só não dá para ser submissa. Aliás, não dá pra imaginar que a Paloma Duarte seja uma mulherzinha na relação, mas o mulherão da relação. Porque bom mesmo é ser companheira de verdade com tudo o que essa palavra significa. Algo lado a lado, sem precisar levar o homem ou a mulher na coleira, mas dividindo admirações.

Feministas defendem a homossexualidade, mas não são necessariamente lésbicas. O que elas defendem afinal são os direitos iguais para todas as mulheres, incluindo as que amam outras mulheres.

Feministas são bonitas

Há mulheres que acham que feminismo é coisa de baranga. Como não são barangas, logo não serão feministas. Por Deus, de onde saiu essa lenda? Talvez algumas feministas sejam feias, outras bonitas, como em qualquer grupo.

Mulheres bonitas fazem um bem danado ao feminismo. Um exemplo é a linda, inteligente e sensualíssima Juliana Alves, ex-BBB, atriz da novela das 9, passista da Vila Isabel. Ela é engajada em movimentos feministas e uma prova de que não há problema algum em ser feminista, vaidosa e porque não, gostosa. Juliana não é uma mulher fruta e não está na mídia para mostrar a bunda. Ela tem talento e personalidade, e não usa esses apelidinhos que anulam a pessoa.(Por acaso, alguém sabe o nome da Mulher Melancia, Melão, e o resto do hortifruti?)

Não é preciso falar grosso e andar como homem para ser feminista (ao menos, não hoje em dia). Aliás, nenhuma feminista quer ser homem, ela quer ter igualdade de oportunidades para que seja ainda mais interessante ser mulher. As mulheres podem ser vaidosas (aliás, os homens também), gostar de sapatos, maquiagem e todas as suas feminices e ser feministas também.

Sou feminista e com orgulho

É muito comum que mulheres tenham preconceito com a palavra "feminismo", ou simplesmente achem que podem se abster, que isso é coisa do passado, quando mulheres queimaram sutiãs e não tinha direito ao voto. É uma pena. Todas as mulheres deveriam bater no peito pelo feminismo, por que é por causa dele que podemos escolher o que queremos para nossas vidas.

As mulheres de hoje devem muito às feministas do passado. Mas ainda é preciso combater preconceitos no dia-a-dia, seja mudando as leis, ou a visão das pessoas que nos cercam, o que é na minha opinião até mais difícil. A gente deveria astiar bandeira numa conversa de bar, na discussão com o namorado, na hora de lavar os pratos, na frente do espelho. Ser feminista é desejar que suas escolhas e de outras mulheres sejam respeitadas. Note, respeitar não é o mesmo que gostar. É respeitar que uma mulher decida por casar virgem, casar 10vezes, ser homossexual, bissexual, ter diversos parceiros, ou qualquer coisa que não prejudique outrém. Ser feminista é exigir respeito e se respeitar.

Aproveitando a proximidade com o Dia da Mulher, aí em cima tem uma série de posts orgulhosamente feministas e dedicado às mulheres que ainda acham que feminismo é coisa de mal amada.

segunda-feira, 2 de março de 2009

A fórmula do amor

Eu tenho um bom papo e sei até dançar
Não posso compreender, não faz nenhum efeito
A minha aparição será que errei na mão
As coisas são mais fáceis na televisão

Eu jogo um charme, alguém me vê
Nada acontece, não sei porque
Se eu não perdi nenhum detalhe
Onde foi que eu errei

Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro a fórmula do amor

(Fórmula do Amor - Leoni)

Quem tem mais de 15 anos já deve cantarolado essa música do Kid Abelha em algum momento. Seguida pelo "Por que não eu?". Mas agora, seus problemas acabaram. Encontraram a fórmula do amor.

O revolucionário doutor Larry Young, da Universidade de Emory (Georgia/USA), está comandando uma pesquisa justamente para chegar a Pílula do Amor. É um punhado de oxitocina aqui, uma pitada
de vasopressina dali e pronto...apaixonou! Genial, né? Melhor, a paixão está diminuindo, tá rolando aquele tédio, toma a pilula do amor e pronto, paixão renovada. E mais, apaixonou pela pessoa errada? Vá até a farmácia, toma um anti-oxitocina e já era.

Ai, ai, a ciência me surpreende! A reportagem saiu no Fantástico de ontem. Dá pra ver aqui. Mr. Young vou injetar seus remédios na veia, porque o tal do cúpido anda tão sem mira ultimamente.

domingo, 1 de março de 2009

Quem quer ser um milionário? (eu quero!)


Não achei o premiadíssimo da noite do Oscar nenhuma obra-prima. O filme tem um ritmo ágil e encontrou uma saída criativa para contar a história, intercalando três tempos (Jamal contando a história ao delegado, Jamal durante o programa, o flash back de sua infância). A trilha é ótima e a história envolvente. E tem méritos de por não contar com um orçamento alto, efeitos especiais, e apostar num elenco novato e anônimo.

No filme, Jamal é um jovem que nasceu numa favela de Mumbai, Índia, e participa de um programa chamado “Quem quer ser um milionário?”, um Show do Milhão. O protagonista acerta as perguntas e tem de explicar a um delegado torturador como sabia as respostas. Para a sorte de Jamal, cada resposta está relacionada a um fato de sua vida pobre e sofrida, ao lado do irmão Salim, antagonista da trama, e de seu amor de infância, Latika.

Assim, como Cidade de Deus o filme usa a estética da pobreza, só que com uma narrativa mais "colorida", afinal o próprio título remete a possibilidade de fulga da pobreza e sofrimento. Pra mim, o problema de pobreza cosmetizada e ficcional é errar na mão, ficar piegas e apelativa. E em alguns momentos isso acontece. Achei forçado demais usar criancinhas órfãs, ceguinhas e mendigas. Fora os vilões caricatos demais. Seria infantil até, se a cena de uma criança tendo seu olho queimado não fosse forte o suficiente, o que impossibilita de passar na sessão da tarde.

E por falar em falta de construção de personagem, o que é a Latika, a mocinha do filme? Eu não suporto histórias com virgens lindas frágeis e aprisionadas. Apesar dela ser a motivadora da história, não construíram personalidade, falas, nada pra menina. Até Maya (Juliana Paes) do Caminho das Índias dá de 10 na Latika.

É só ficção, mas ninguém precisa esquecer da verossimilhança na hora de contar uma história. Vamos admitir que Jamal tenha muita sorte e as perguntas tinham tudo a ver com a sua vida. Mesmo dando essa colher de chá, há vários momentos que a história perde o sentido. Por exemplo, nenhum bandido que anda armado, sabe responder quem inventou o revolver, muito menos saí gritando isso por aí, né? Mas, Salim sabe, grita, e ninguém sabe ao menos como a arma foi parar na mão do menino que não tinha o que comer. Assim como ninguém sabe onde Jamal encontrou a nota de cem dólares que deu ao ceguinho. Ele não tinha dinheiro pra comer e dá cem dólares de esmola?

Críticos que dizem que é uma analogia a Bollywood (hã, hã, pegou?), tem gente que diz que é ficção, fantasia, e por isso pode tudo. Pode ser que eu seja conservadora demais, mas as coisas tem que ter lógica, mesmo que uma lógica própria, válida apenas para sua fantasia.