Quinta-feira, Maio 21, 2009

Fofo

Obama curva-se para o menino negro sentir que seu cabelo é igual ao dele. Óhhh!!!
Robei do Circuito Integrado.

Terça-feira, Maio 19, 2009

Lista de desejos

A Jessica me mandou esse Meme - correntes de blogs - pra que a gente diga nossa lista de desejos. Eu não gosto de Memes, mas vai q algo muito ruim aconteça, achei melhor participar. Não vou encaminhar esse Meme para outros blogueiros, porque não gosto de forçar nada, mas fiquem a vontade para publicar sua lista de desejos. Aí vai a minha. Genio, se você passar por aqui, já sabe:

-> Lidar melhor com dinheiro e um acréscimo na minha conta seria bem-vindo;
-> Eu quero viajar muito e conhecer os 5 continentes;
-> Eu quero ser mais organizada, não perder papeis importantes, pagar as contas em dia, saber onde está cada coisa;
-> Eu quero um carro que faça baliza automaticamente;
-> Eu quero ter a experiência de morar em outro país;
-> Eu quero me apaixonar de novo (se não fosse pedir demais, seu Genio, essa paixão poderia se transformar em amor e não acabar nunca);
-> Eu quero que minha família viva com saúde pra sempre;
-> Eu quero que o Corinthians ganhe a Libertadores no ano do centenário e com o Fenomeno em campo;
-> Eu quero ver um gol do Gordo ao vivo e contar para os meus netos (logo, ser mãe e avó também é um desejo);
-> Eu quero ter uma camera fotografica sinistra e habilidade pra brincar com ela;
-> Eu quero mergulhar;
-> Eu quero experimentar morar sozinha em algum momento;
-> Eu quero que respeito seja item de fábrica dos seres humanos;
-> Eu queria ter menos sono;
-> Eu queria ter vista para o mar e quintal;

Segunda-feira, Maio 18, 2009

Mulheres perfeitas

Tenho uma amiga linda, corpo de bailarina, toda bem cuidada, inteligentíssima, querida e bem sucedida. Dias desses, ela me conta que irá aproveitar as férias e alguma economia para fazer uma cirurgia plástica no nariz – que para mim, parece perfeito. Ela tenta me mostrar que não é, que tem uma curva acentuada, diz que sempre quis consertar isso e que sua irmã – a encarnação da Barbie - também fez uma cirurgia e ficou ainda mais deslumbrante.

Na hora fui contra e tentei encontrar outras pessoas para me ajudar a persuadi-la de que ela não precisa gastar um centavo nessa cirurgia. Argumentei que a vaidade é importante para que a gente se cuide, tenha uma alimentação regrada, se exercite, tenha cabelos e pele hidratados, mas plástica não é um cuidado, mas um reparo rápido e certeiro.

Depois, lembrei de meia dúzia de conhecidas com menos de 30 anos que já apelaram para o bisturi. As cirugias hoje estão mais seguras, práticas e baratas, quase tanto quanto trocar a cor do cabelo. Ora, nunca fui contra alguém tinge o cabelo (e isso também não é se cuidar), então porque seria contra a plástica? Daí achei que pudesse ser um pouco de dor de cotovelo minha, já que meu nariz é o triplo do dela e a plástica está longe de meus planos.

Não sei sou contra a plástica em jovens, mas o que me incomoda muito é essa busca pela perfeição. Todo mundo vem ao mundo com pé torto, ou nariz grande, ou peito pequeno, e é isso que faz a gente ser único e reconhecível sem precisar de biometria. Mas parece que todo mundo está comprando a mesma cara e corpo de uma prateleira. Basta ir a uma dessas baladas da moda, para ver que encontrar diferenças entre as garotas da fila parece tão dificil quanto um jogo de 7 erros. (Eu acho isso de uma chatice absurda, daquelas que dá preguiça do mundo).

Mas pior que essa uniformização de gente, que me faz lembrar o filme Mulheres Perfeitas, é o Dr. Hollywood e seus colegas terem criado uma geração de frustrados, por sempre buscar essa perfeição que nunca vem.

E por que a gente quer ser perfeito? A única resposta que me vem é à mente é para sermos mais amados – seja pelo namorado(a), grupo de amigos, ou por nós mesmo na frente do espelho. Uma pena a gente precisar desses artificios para sermos amados, não? E será que esses artificios funcionam? Temo que não e isso só nos torne ainda mais frustrados.

Quarta-feira, Maio 06, 2009

Família alternativa

Seria uma boa história para ter contato no meu radiodocumentário que fiz para o TCC na Faculdade de Jornalismo sobre Famílias Alternaltivas. Me arrepiei ao ler a matéria. Bonita e curiosa história.


"Munira Khalil El Ourra não vai dar à luz, mas é mãe de duas crianças que vão nascer até a primeira semana de maio. Quem está na 31ª semana de gestação é sua companheira, Adriana Tito Maciel. A barriga é de Adriana. Os óvulos fecundados que grudaram no útero dela pertenciam a Munira. Os bebês já têm nome: Eduardo e Ana Luísa. Serão paridos e amamentados por Adriana, de pele marrom e cabelo que nasce crespo. Mas terão a cara de Munira, branquinha e de cabelo liso.

Para a lei, mãe biológica é quem carrega a criança no ventre. Mas um exame de DNA mostraria o contrário. Nem Adriana nem Munira pretendem disputar na Justiça a guarda das crianças. O que elas querem é sair da maternidade juntas, com um documento que permita registrar as crianças no cartório com o sobrenome de cada uma e o nome das duas mães na certidão de nascimento. Como qualquer família normal".

Mais na Época - aqui

Obs: Os gêmeos já nasceram e Munira teve direito à licença maternidade de 4 meses, mesmo sem amamentar e gerir as crianças.

Segunda-feira, Maio 04, 2009

Um diploma na mão e uma quarterlife crisis na cabeça


Não cheguei aos 30 e aquela fatídica crise do "não dei certo". Não ter "dado certo" aos 25 não é motivo de crise, já que ainda temos alguns anos para isso. Mas vivemos a crise dos 25 - que a "Eye Weekly" descreve nessa matéria e explica minha angústia depois de finalmente decidir buscar meu diploma.

No cinema, a Scartlett Johassonn personifica o "Quarterlife Crisis", em pelo menos 3 filmes: Vicky Cristina Barcelona, Lost in Translation, e Diário de uma babá (excelentes!). Em todos, ela é graduada, vive em cidade grande, e está perdida, sem saber como irá "dar certo", qual seu talento, o que irá fazer com aquele diploma que não significa certeza alguma para ela.

As protagonistas dos filmes, assim como eu, estão entediadas, solitárias, confusas e ansiosas sobre suas carreiras, relacionamentos e direção. Por outro lado, temos a beleza invejável da juventude e uma liberdade sem paralelos. E por isso mesmo somos incapazes de fazer decisões, porque não sabemos o que queremos, o que somos, e isso porque podemos ser qualquer coisa que quisermos - diferente dos nossos pais, que nessa idade estavam construindo casas e famílias.

Já me passou pela cabeça: cursar Direito, pós em Sociologia, colocar silicone e malhar loucamente, fazer curso de teatro, cinema, barista, cavaquinho, fotografia, ser voluntária na Tailândia, escrever um livro sobre Cuba, morar Londres, ou virar pescadora em Canoa Quebrada. Eu posso ser tanta coisa, que fica difícil escolher qual desses caminhos me trará a tal satisfação que busco.

Essa crise é custosa, faz a gente gastar em cursos inúteis, manter a pose no sábado a noite, e não ficar em casa jamais, afinal, estamos na contagem regressiva para os 30/40 (eu tenho a lista de coisas a fazer antes dos 30) e não seremos jovens novamente. Logo, é preciso "have fun a lot". Isso explica os sucessivos "datings" vazios, sem expectativas e compromissos. Em um momento único de igualdade sexual, os rapazes não enxergam vantagem em se prender a uma garota. Eles conseguem sexo sem muito esforço com garotas interessantes, porque elas também querem aproveitar o momento. Além disso, vivemos um momento mais individualista, em que valoriza-se a liberdade, e fomos criados assistindo a casamentos frustrados e divórcios.

A crise dos vinte e poucos anos seria uma crise antecipada. Não há fracassos nessa idade, o tempo está a nosso favor, mas já não há aquela certeza de que "daremos certo", e pior, não há mapas - mesmo que eu leia livros de auto ajuda, Você S/A, ou Gloss.

Sábado, Maio 02, 2009

É do Brasiiill

Sei que ontem, foi dia de relembrar o ídolo Ayrton Senna (ídolo e não herói, q esse termo me irrita muito), mas o título do post é para falar de um outro ídolo, também brasileiro e de fama internacional: Vik Muniz.

A exposição no Masp (tão bom ver o Masp recebendo boa exposição novamente), me surpreendeu muito. Já sabia que o Vik era genial apenas por inovar e fazer arte com materiais inusitados, mas é bem mais que isso. Rolou uma forte queda de queixo em cada parede pela qual eu passava, e um suspiro: Genial!

Não é só o material inusitado, mas o efeito, a forma de representar algo, o olhar dele sobre o que está representando, a discussão que ele gera sobre os signos, tudo é incrível. Enfim, não há palavras para descrever. Corra para o Masp e orgulhe-se de ter a mesma nacionalidade desse cara, que permite à arte fazer as pazes com o público.





Serviço: de 24 de abril a 12 de julho - No Museu de Arte de São Paulo - MASP
Horário: de terça à domingo e feriados, das 11h às 18h; às quintas, das 11h às 20h.
Ingressos: R$ 15,00 (inteira); R$ 7,00 (estudantes e aposentados); menores de 10 anos e maiores de 60 anos: gratuito. Às terças-feiras a entrada é gratuita.