quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Como num conto de fadas

Sob inúmeros flashes, príncipe William e Kate Middleton anunciaram casamento. Kate é linda e eleganterríma (com vestido desenhado pela brasileira Daniella Helayel) e todos querem ver o conto de fadas entres os belos pombinhos. A ilha inteira prepara-se para jogar arroz nos noivos, uma grande expectativa para que Kate substitua a não menos bela Diana. Mas, as belas que me desculpem, minha princesa favorita é a Camilla Parker, a feia, a rotweiller, a do tampax.

Não acho nada louvável ser “a outra”, ter feito Diana sofrer, mas o que gosto é que Camilla é quase uma anti-princesa – feia e incorreta. Porém, Camilla é uma das poucas na histórias das realezas que realmente viveu um conto de fadas, em que a princesa é amada por muito e muito tempo por seu príncipe.

Desconfio de casaizinhos perfeitos, de princesas belas, elegantes, nobres, generosas, ricas e que se encaixam no padrão para ser amada por seu príncipes e seus súditos (e incluia nessa lista as primeiras-damas como Carla Bruni). Camilla mesmo feia e deselegante foi quem ganhou Charles. E mais...ganhou de uma linda e adorada princesa. Camilla é o triunfo das feias. Certamente, ela tem algo especial (como todos tem) para ser amada, mas que só seu príncipe conhece enxergar. Porque amar a Grace Kelly, qualquer um ama, né, mas Camilla...só o Charles mesmo.

ps: Por ser detestada pela opinião pública, e por ser divorciada, Camilla não poderá tornar-se rainha. Injusto!
ps2: sei que serve pra nada, mas eu queria muito estar em Londres para jogar arroz nesses noivinhos lindos. aliás, eu queria estar em Londres com qualquer desculpa furada. 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Encontre o amor da sua vida. Embrulhamos para presente.


Minha avó paterna mal conhecia meu avô ao se casarem. A escolha foi feita por seu padastro e ela aceitou com resignação. As vezes acho que depois que essa época cruel acabou, e as donzelas passaram a ler romances como A Moreninha, e mais recentemente assistir filmes de Comédia Romantica ou novela das 6, a busca pelo amor da sua vida está acirrada, complicada e diria até desesperada. São sites de relacionamento, speed datings, disk namoro, namoro na TV, dicas de sedução em livros de auto-ajuda e revistas, e tudo isso ganhando cada vez mais adeptos.  

Parece até episódio da Comédia da Vida Privada, mas anos atrás a Galeria Laffaiette, loja de departamento da high-society em Paris, aproveitou o mercado de corações solitários para praticamente vender o amor da sua vida em suas prateleiras, entre o Merlot e o caviar. Eles notaram que as vendas de comidas prontas em porções pequenas para solteiros aumentavam a noite. E assim, criaram toda quinta-feira, das 6h30 às 9h da noite, um  horário flirting-friendly.

Corredores de supermercado seriam um lugar mais neutro para um encontro às escuras e você ainda poderia identificar algumas afinidades, como apreciar queijo brie ou comida japonesa. Olhares pelos vãos das prateleiras, então uma mão sobre a outra disputando a mesma garrafa de vinho seguido de um convite para compartilha-la em um jantar romântico. Jovens produzidos desfilando com suas cestas e homens colocando iogurtes para dentro do carrinho ao invés do costumeiro engradado de cerveja e pacotes de bacon com medo dos olhares interessados em suas compras. Não sei se alguma paixão avassaladora ou casamento aconteceu graças a iniciativa, mas provavelmente a galeria teve um aumento na clientela às quintas-feiras a noite. 

Já a empresa de ônibus dinamarquesa Arriva queria incentivar as pessoas a usarem mais o transporte público e deixarem seu carro em casa. Começaram pelos solitários e criaram o assento do amor. Ó, que coisa fofa! Abra seu coração, seja ecológico, senta lá, sorria, puxe conversa com o loirão ou loirona do seu lado, o trajeto pode passar mais rápido e você pode até encontrar o amor da sua vida.


É amigos, o mundo é bizarro, mas all we need is love (and some money).

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A sanidade venceu o medo

A frase acima não é minha. Foi publicada pelo jornal inglês The Guardian sobre a vitória de Dilma Rousseff como presidente do Brasil. Neste artigo, apelidam o candidato tucano de “Serra Palin”, comparando-o a conservadora republicada Sarah Palin dos Estados Unidos, uma vez que a discussão no segundo turno da campanha ficou bastante centrada em temas religiosos. E diz o seguinte:

“But in the end, sanity triumphed over fear, as voters proved to have been more convinced by the substantial improvements in their well-being during the Lula years than anything Serra had to offer”.

O artigo é um elogio ao governo petista, mas também aos eleitores brasileiros por sua escolha coerente. Diz que a campanha de Serra foi uma cópia ao modelo dos republicanos. Algo que tem funcionado nos últimos 40 anos nos Estados Unidos, porém no Brasil, os eleitores querem mais que discursos, querem saber quais melhoras práticas o candidato oferece para suas vidas.

O articulista procura englobar aspectos negativos do atual governo na política interna e externa e também questões importantes que a nova presidente terá de resolver. Vale a leitura sobre o que um dos jornais mais importante da Europa está falando sobre a gente.
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Ouvi gente bastante preocupada com a falta de experiência de Dilma. Declarando medo do que está por vir nas redes sociais. Não custa lembrar que durante a campanha de 2002, Regina Duarte também tinha muito medo do governo que viria com Lula. Certamente não foi um governo exemplar, mas foi um governo em que tivemos tantos avanços sociais e manutenção sensata da estabilidade econômica que na última campanha seus adversários mantiveram a figura de Lula quase que intacta. Atacavam a falta de experiência de Dilma, mas diziam que Lula tinha história. Antes da presidência, Lula não exerceu nenhum cargo político relevante, era especializado em campanhas, não em governos. E convenhamos, nesses 8 anos pior não ficamos, muito pelo contrário. 

Ó dúvida cruel

Via The New Yorker

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Presidente ou presidenta

Tanto faz. Ambos estão corretos. Temos prefeitas, governadoras, senadoras, deputadas, vereadoras, mas quanto se refere ao maior cargo político a gente fica na dúvida se é "presidente" ou "presidenta". Só temos dúvida, porque infelizmente nunca tivemos uma. Até agora.

Eu prefiro "presidente", porque esse cargo não foi inventado no domingo. Dilma só está mostrando que a cadeira estava disponível para o melhor candidato na visão do eleitorado e esse candidato finalmente e felizmente é uma mulher. Não ganhou meu voto por causa disso, não é exatamente a mulher que eu sonhava ver no planalto, mas quando a músiquinha do Plantão da Globo surgiu e Bonner anunciou com aquele sorriso e voz forte, que pela primeira vez na história ,o Brasil elegia uma mulher para a presidência do país, confesso que arrepiei.


Daí vem o discurso dela (um belo discurso por sinal), com esse palanque de dar arrepios. Credo cruz. Sabedoria e saúde para Dilma, porque eu temo o Temer.

Eu era tão criança e ainda sou

Estou prestes a fazer aniversário. Não acredito em inferno astral, mas acredito em crise de idade que aparece em época de aniversário.

Não me sinto velha. Nem poderia, né? Aos 26 anos a gente vende saúde e olhando minhas fotos aos 18, sou mais eu aos 26; as rugas não chegaram, a acne foi embora, e meu manequim diminuiu pra melhor. Mas a crise de idade, não é uma questão de me sentir velha, mas de viver quase como uma adolescente e completar 26 anos.

Ainda gosto da balada e tomo porres eventuais, rapazes novinhos (tipo um Fiuk) me fazem torcer o pescoço, não tenho bens, tampouco um meu-bem, não tenho pós ou MBA, não tenho emprego, não me oferecem o salário que eu gostaria, meto os pés pelas mãos com certa frequência, e ainda espero aquele moço interessante me ligar com a ansiedade adolescente de sempre.

Daí, em plena crise pré-aniversário, minha afilhada de 8 anos faz uma pergunta apavorante. “Madrinha, você não acha que está muito velhinha (não que você seja velha), mas você não acha que está muito velhinha para morar com a sua mãe?”. Nem me fale.