quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Sobre a tecnologia e o amor

É fato, a tecnologia muda a nossa vida. É só pensar como alguém (ou eu mesma) vivia sem o Google, por exemplo. Inimaginável. Pois é, além da possibilidade de encontrar sua alma gêmea pela internet (algo que não sou muito adepta e conheço poucas pessoas corajosas a esse ponto), a tecnologia mudou os relacionamentos e até as nossas fossas. Todo mundo já se trancou no quarto, deitou na cama, deixou tocar uma música muito dor de cotovelo e chorou de soluçar, normalmente isso vem depois de um famoso pé na bunda. Nessas horas, o Chico tem várias músicas adequadas, como:
"Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim? O resto é seu".

Bem, com a tecnologia tudo é diferente. Quando isso acontecer de novo comigo, basta eu colocar as músicas que tinhamos no meu mp3, ele coloca no aparelho dele e resolvido. A tecnologia nos deixa mais bem preparados para as desilusões. Isso pode parecer frio, individualista e sem poesia, mas a tecnologia também nos prepara para a reconciliações.

A Adriana Calcanhoto (especialista nas mais lindas músicas para esses momentos) canta "Devolva-me o retrato que eu te dei". Hoje em dia, tudo é mais prático. Suas fotos são digitais, você joga tudo na lixeira, dispara um e-mail, nem precisa passar aquele sufoco que é se reencontrar. Aí se decidir voltar para os braços do amado, é muito simples, basta clicar em restaurar e suas fotos estão salvas novamente, nada de fita adesiva ou cola.

A tecnologia e a amizade: "Os scraps e os SMSs substituíram os cartões.
E os cartões já haviam substituído os abraços".

Um comentário:

Sidrack disse...

"Os scraps e os SMSs substituíram os cartões.
E os cartões já haviam substituído os abraços".

As melhores lembranças nunca careceram de fotos, músicas... elas aparecem quando menos esperamos. E por isso mesmo são as melhores.