segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Para merecer fidelidade

Na semana passada, a vereadora de São Paulo, Soninha Francine, trocou o PT pelo PPS, seguindo o mesmo caminho de vários ex-petistas que migraram e formaram o PSOL, como Luciana Genro, Carlos Gianazzi, e uma lista que só aumenta.



Eu votei na Soninha. E repito, votei por credibilidade a Soninha, não exatamente ao PT. Sei que na democracia ideal eu deveria votar em partidos, programas, e não em pessoas. O problema é que os partidos são formados por pessoas e pessoas, algumas que acreditam naquele programa até o fim, e outras que o abandonam. Muitos dos que abandonaram o partido foram justamente os que não abandonaram o programa. Por isso, repito eu votei na Soninha, e não no PT. Assim, acho justo que o cargo de vereadora permaneça com a Soninha e a cadeira seja transferida para o PPS.



Porém, se a fidelidade partidária tão aclamada na Reforma Política fosse posta em prática desde a semana passada, Soninha deixaria de ser vereadora, pois o cargo pertenceria ao partido. Eu, que me considero minimamente politizada, ainda assim voto em pessoas que confio ou não. Duvido muito que estejamos com um eleitorado tão maduro a ponto de escolher partidos. Pior, não são os eleitores que não estão maduros, são os partidos que não estão confiaveis e fieis aos seus programas. Então, como que uma instituição infiel pode cobrar fidelidade de seu filiados? Seria o mesmo que uma prostituta cobrar fidelidade de seus parceiros, não é mesmo?


* Não poderia de deixar de comentar que adorei o final de Paraiso Tropical, com a imitação de Monica Veloso. Bebel é a melhor personagem da década e já tô com saudade.

Um comentário:

Fábio disse...

Genial o final de Paraíso Tropical mesmo. E, sobre a Soninha, ela mesma disse - e eu concordo - que fica difícil cobrar fidelidade partidária se os próprios partidos são infiéis a seus programas.

O PT é um caso emblemático. É uma pena.