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sábado, 18 de junho de 2011

Amor em tempos de cólera

E no meio da fumaça, pancadaria e toda a confusão gerada por vandalos apaixonados por hoquei no gelo, havia um casal não menos apaixonado se beijando. "O momento" tornou-se celébre pela velocidade como tudo se espalha na internet e graças ao acaso e astucia do fotógrafo Rich Lam, que cobria o motim em Vancouver.

Vi a foto no site do Globo Esporte junto a matéria sobre a confusão, que resultou em 150 feridos e 100 presos, após a derrota de Boston Bruins na final da liga NHL. A principio, a foto sobre o assunto sério me causou gargalhadas. Pensei que fosse uma encenação ou montagem que desatentamente teria ido para os jornais. Depois, imaginei a cena do jovem casal com desejo tão voraz a ponto de ir ao chão aos beijos,  esquecer a confusão e nem notarem que foram fotografados. Mas não foi nada disso. O casal já foi identificado. Os namorados Scott Jones e Alexandra Thomas assistiam ao jogo e durante o motim, a garota foi ferida e caiu ao chão. O namorado aproximou-se para conforta-la e a beijou. Agora a foto não só faz sentido como ficou ainda mais bonita.


O fotografo diz não ter notado o casal, mas duas pessoas caidas ao chão. E sem querer registrou o momento singular e inesperado e suas fotos de incidente que estampariam apenas as primeiras páginas de jornais locais, tornaram-se frisson mundial.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Amor em tempos de dieta

Ele – posso te chamar para tomar um drink?
Ela – hmm, não bebo. (um copo de cerveja equivale a um pãozinho francês – pensou consigo)
Ele – Então, posso te chamar para jantar? Jantar você janta, né?
Ela – Tampouco. A noite é só um shake.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Inabilidade

Na balada, semanas atrás:

Eu - Meus Deus do Céu! O que é aquele cara?!
Carol - Olha, ele piscou pra você!
Bruna - Vai, pisca pra ele de volta.
Eu - Mas é que eu não sei piscar de um olho só.

Treinei nos dias seguintes em frente ao espelho, com alguma melhora, mas sem grandes sucessos. E pra piorar, o moço piscante era tão gato, mas tão gato, que ao vê-lo facinho daquele jeito (quem pisca?), pensei logo, deve ser michê.

Feliz Caderno Novo

Comprei um caderno novo. Ter um caderno novo, limpo, com folhas em branco esperando para ser preenchidas, quiçá com muitas coisas boas, é uma sensação de renovação. Até mesmo os alunos mais desleixados, quando compram um caderno novo saem da papelaria prontos para conquistar o mundo, ir a Harvard, fundar o google ou ser o próximo Nobel da Literatura.

Eu vou só começar o ano e também um novo trabalho. As primeiras páginas ganharam apotamentos, com sublinhados e multicores sobre o novo emprego, a nova área, novos contatos. Até que é um bom começo para um caderno novo.

Feliz Caderno Novo!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

2010 pelo retrovisor

Eu andei reclamona nos últimos tempos, mas olhando pra trás, 2010 pareceu o ano inesquecível. Em 2/3 dele, vivi o sonho de morar em Londres. O 1/3 restante, que parece ter voado, veio com muita sorte (mais no jogo, que no amor). Consegui mais do que eu desejei a meia-noite do dia 31 de dezembro de 2009. E o que não consegui, tem aí mais 12 meses novinhos para batalhar.

Tem um meme rolando entre vários blogueiros e decidi entrar na ciranda do jeito gracioso de fazer retrospectivas. Aí vai o meu: 

Meu lugar favorito de 2010 – Em 2010, conheci os lugares que sempre sonhei. As lindas e surpreendentes cidades: Paris, Barcelona, Edinburgh, Highlands, Lisboa, Amsterdam, Veneza, Florença, Praga...Mas de todos os lugares, o meu favorito foi a cozinha da minha casa em Londres. Eu chegava em casa e ia direto para lá, ter conversas intermináveis com o Marcílio, porres com o Leo, risadas com o Marc, jantares gostosos com a Bella, abraços e cafés com o David, queijos e vinhos com a Thais e muita bagunça com todos, sempre.

Se ali não me bastasse, ia a Southbank, caminhava a beira do rio, pensava na vida e voltava para casa mais leve. Saudade daquele rio.

O melhor dia de 2010 – foi o dia que minha mãe e minha irmã chegaram ao aeroporto de Healthrow para me visitar em Londres. Eu tava com uma saudade louca delas, super ansiosa, e chorei um tanto abraçada a minha mãe. Naquela noite, dormimos como quando eramos crianças, eu, minha irmã e minha mãe na mesma cama. Só pra não se separar nem um pouquinho.

A minha música favorita de 2010 - Não é de 2010, mas a todo lugar que eu ia, começava a tocar “I had the time of my life..” - a trilha sonora do Dirty Dancing. Eu me segurava para não achar que estava em um musical e sempre pensava que aquela música fazia sentido naquele momento. E eu sempre escutava no iPod - Coração Vagabundo - "Meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim"

Em 2010 eu, pela primeira vez... - assisti a seleção brasileira jogar ao vivo; mochilei pela Europa; e mais umas coisinhas divertidas que não cabe contar aqui. 

Em 2010 eu pensei em fugir para … Barcelona.

Meu pior dia de 2010 – não lembro. Memória é seletiva.

Em 2010, eu tentei e não consegui – arrumar um emprego permanente e fazer bolo de cenoura;

Meu melhor presente de 2010 – o bolo de rolo que a Paola me levou em Londres; a cafeteira italiana que o David deu pra mim (como vivi sem ela?), e o jantar de boas-vindas do Paulinho.

A melhor compra de 2010 – o ticket do Interrail - viajei de trem pela Europa de um jeito super barato e com liberdade para pegar o trem para onde quisesse a hora que quisesse. Valia até se perder (como me perdi, acordando numa cidade de nome complicado na Eslovenia em vez de Florença).

Meu filme preferido em 2010 – Hmm, acho que vi tão poucos filmes...então, Tropa de Elite 2.

Meu blog preferido em 2010100 mililitros - eu já gostava muito dele em 2009, mas agora, eu leio para matar saudades também. Também descobri em 2010, os blogs da Deborah Klabin e da Natalia Klein (Fran e Bel eu quero mais atualizações para recomendar o de vocês, que tem excelentes velhos posts).

Além dos blogs que adorei ler, me diverti muito escrevendo o meu blog/diario de viagem Lena in London, ele foi parceiro e ouviu todos meus encantos e reclamações.

Meu vídeo do YouTube em 2010 – pulo. A Cerimônia tá no YouTube, Fran? Se tiver é o meu favorito de 2010.

Meu livro favorito – vergonha confessar, mas os dois diários de Bridget Jones. Era muito legal ler as descrições dos supermercados onde eu também fazia compras, as lojas, as comidas inglesas, e os pubs londrinos. 

Meu parceiro/a de 2010 – Marcilio - o melhor flatmate que alguém pode ter e o amigo que quero para sempre. 

Meu show preferido de 2010 – Já que lamentavelmente perdi o show do Paul, (por pobreza) e da Norah Jones (por motivo bom e inadiável) me contentei com Black Eye Peas, em que fui na faixa, vendendo cervejas. A produção é incrivel e qualquer um sabe cantar todas as músicas - goste delas ou não. Mas eu gritei mesmo foi no show da Maria Rita na Koko em Londres.

Em 2010 eu consegui...passar no teste do Cambridge, viajar sozinha, curtir dois verões um na Europa outro no Brasil, renovar minha licença no trabalho, cuidar da minha pele, não ganhar peso(o que não significa perder, mas empate fora de casa já é vitória ). 

Em 2010 tive inveja de... da Marmota que morava em Barcelona. Agora, eu também quero morar lá. Também ando sentindo inveja de quem mora sozinho em qualquer canto do mundo.

Em 2010 eu quase...quase me apaixonei, quase despiroquei, quase surtei, quase fui demitida,  quase fui deportada, quase fui contratada, quase fui a Grécia e a Túrquia.

Em 2010 eu descobri que...eu nunca mais estarei completa...eu sempre vou sentir saudade daqui ou de lá.

Em 2010 eu quis matar...o Felipe Melo, o Dunga, e os roomates folgados; 

E o troféu vergonha alheia de 2010 vai para...as eleições no Brasil, que tinha tudo para ser a mais interessante e bem debatida da história, para se tornar uma das mais tolas.

E o troféu me mata de orgulho de 2010 vai para...Carol Bueno, minha amiga que se formou em medicina.

Momento surpreendente em 2010 - A Amy Winehouse entrar no restaurante onde eu trabalhava em Londres e quase me matar do coração. Encontrar um amigo completamente por acaso no aeroporto em Lisboa - qual a probabilidade? 

Meu momento "Eu sou Ryka" em 2010 foi...receber um dindin que eu não esperava e viajar para Paris com Pass Museum.

Meu momento "Heleninha Roitman" em 2010 foi...numa balada em Leicester Square, aretuzando no meio do salão. Eu nunca mais faço isso e se fizer só se for com flatmates do lado pra me levar pra casa.

O problema de 2010 foi...o Felipe Melo, o Dunga; a falta de garra do meu time; não saber dizer não; não dar tempo ao tempo para as coisas se resolverem; ansiedade; saudade dos amigos que estavam aqui e agora, saudade dos que estão lá. 

O bom de 2010 foi...ter coragem de encarar qualquer parada. ter mochilardo pela Europa. viver em Londres na raça e no aperto. ter conhecido lugares e pessoas incríveis. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Barriga no fogão

Felizmente, está cada vez mais comum rapazes da minha geração que não apenas se viram bem na cozinha, como também capricham em um peixe ou massa como forma de conquista. Já ouvi até a expressão "gastrossexual", mas achei pouco convidativa e acho que não colou.

Não sei se foi a intenção dele, mas tempos atrás, meu coração bateu mais forte ao ver um pretendente com a barriga no fogão e provar o excelente resultado depois. Me ganhou pelo estomâgo.

O mais legal é que esses homens ao preparar um prato para a namorada/esposa/peguete/ pretendente estão mostrando que:

1) não são machistas e assumem que cozinha também pode ser lugar para homem;
2) não estão preocupados com uma magreza obsessiva das mulheres;
3) e acima de tudo, têm dedicação e boa vontade em querer agradá-la e proporcionar prazer.

Ok, que o convite para provar o suculento prato pode significar que ele pretende é tê-la como sobremesa, mas ele poderia convidar para uma pipoca e filminho na TV se não quisesse ser tão direto. O que não é mal, mas não é especial como o esmero do moço em preparar o jantar.

Ele gastou tempo para impressioná-la (poderia ter pedido uma pizza) e cuidadosamente preparou uma boa receita. Seria um moço que não adere à comida fast-food (ao menos, não sempre) e quem sabe então, ele também prefira relacionamentos que não sejam alá "fast food".

Ps: Como eu sou bem comilona, não preciso nem dizer que meu sex symbol não é o Giannechini, mas o Alex Atala. Ai, ai, ô em minha humilde cozinha.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Lua soberana



Lua de São Jorge
Lua deslumbrante
Azul verdejante
Cauda de pavão
Lua de São Jorge
Cheia branca inteira
Oh minha bandeira
Solta na amplidão
Lua de São Jorge
Lua brasileira
Lua do meu coração


Essa semana, só deu a Lua. Depois das comemorações dos 40 anos da chegada do homem à Lua, ela fez toda graça, encontrou com o Sol e apagou a luz do astro mor, mostrando que é a estrela soberana.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Lista de desejos

A Jessica me mandou esse Meme - correntes de blogs - pra que a gente diga nossa lista de desejos. Eu não gosto de Memes, mas vai q algo muito ruim aconteça, achei melhor participar. Não vou encaminhar esse Meme para outros blogueiros, porque não gosto de forçar nada, mas fiquem a vontade para publicar sua lista de desejos. Aí vai a minha. Genio, se você passar por aqui, já sabe:

-> Lidar melhor com dinheiro e um acréscimo na minha conta seria bem-vindo;
-> Eu quero viajar muito e conhecer os 5 continentes;
-> Eu quero ser mais organizada, não perder papeis importantes, pagar as contas em dia, saber onde está cada coisa;
-> Eu quero um carro que faça baliza automaticamente;
-> Eu quero ter a experiência de morar em outro país;
-> Eu quero me apaixonar de novo (se não fosse pedir demais, seu Genio, essa paixão poderia se transformar em amor e não acabar nunca);
-> Eu quero que minha família viva com saúde pra sempre;
-> Eu quero que o Corinthians ganhe a Libertadores no ano do centenário e com o Fenomeno em campo;
-> Eu quero ver um gol do Gordo ao vivo e contar para os meus netos (logo, ser mãe e avó também é um desejo);
-> Eu quero ter uma camera fotografica sinistra e habilidade pra brincar com ela;
-> Eu quero mergulhar;
-> Eu quero experimentar morar sozinha em algum momento;
-> Eu quero que respeito seja item de fábrica dos seres humanos;
-> Eu queria ter menos sono;
-> Eu queria ter vista para o mar e quintal;

sábado, 2 de maio de 2009

É do Brasiiill

Sei que ontem, foi dia de relembrar o ídolo Ayrton Senna (ídolo e não herói, q esse termo me irrita muito), mas o título do post é para falar de um outro ídolo, também brasileiro e de fama internacional: Vik Muniz.

A exposição no Masp (tão bom ver o Masp recebendo boa exposição novamente), me surpreendeu muito. Já sabia que o Vik era genial apenas por inovar e fazer arte com materiais inusitados, mas é bem mais que isso. Rolou uma forte queda de queixo em cada parede pela qual eu passava, e um suspiro: Genial!

Não é só o material inusitado, mas o efeito, a forma de representar algo, o olhar dele sobre o que está representando, a discussão que ele gera sobre os signos, tudo é incrível. Enfim, não há palavras para descrever. Corra para o Masp e orgulhe-se de ter a mesma nacionalidade desse cara, que permite à arte fazer as pazes com o público.





Serviço: de 24 de abril a 12 de julho - No Museu de Arte de São Paulo - MASP
Horário: de terça à domingo e feriados, das 11h às 18h; às quintas, das 11h às 20h.
Ingressos: R$ 15,00 (inteira); R$ 7,00 (estudantes e aposentados); menores de 10 anos e maiores de 60 anos: gratuito. Às terças-feiras a entrada é gratuita.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Espírito Natalino

Eu não tenho o menor espiríto natalino e mais, sou contra ele. Já percebeu como o Natal contribui com o aquecimento global? É uma fábula de energia gasta inutilmente em todas as cidades para iluminar fachadas, ruas, jardins, bancos e árvores de natal.

Conhece alguma ceia vegetariana? Não. Todo o cardápio é cheio de animazinhos mortos. Não sou vegetariana, mas tento cortar o consumo de carne, especialmente a vermelha. Mas na época de festas isso se torna impossível, até a inocente salada é incrementada com presunto, peito de peru, frango, carpaccio, etc.

As pessoas ficam meses sem lembrar que os Correios ainda sobrevivem na era tecnológica. Aí, minha mãe me pede para comprar cartões de Natal e tem por tradição enfeitar a árvore com os cartões que recebe. Ora, por que não mandar felicitações por e-mail ou telefone? É simples, rápido, não gastamos papel ou transporte.

Fora o trânsito que aumenta exponencialmente nessa época do ano, especialmente nas proximidades de shoppings centers. Por favor, comprem presentes natalinos pela internet quando possível, costumam ser até mais baratos, além da praticidade e diminuem a poluição que tenho que respirar.

domingo, 31 de agosto de 2008

É doce morrer no mar

A noite que ele não veio foi
Foi de tristeza prá mim
Saveiro voltou sozinho
Triste noite foi prá mim
(É doce morrer no mar – Dorival Caymmi)

Romeu e Julieta não agüentaram a viuvez e se mataram ao ver que viveriam sem seu amor. Mas ninguém soube (nem eles) se eles agüentariam o casamento e todos os seus pequenos e grandes problemas.

Mais comovente do que o jovem casal de Shakespeare foi o casal Caymmi. Depois de 68 anos juntos, tiveram a cumplicidade até na hora de morrer. Ao ver Stella em estado grave, Dorival não agüentou e morreu. Ela acompanhou o amor 11 dias depois.

Deve ser mesmo uma tortura viver sem alguém que está na sua casa, na sua pele, nos seus hábitos.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Em defesa dos blogueiros

Em uma conversa de bar, uma amiga me disse ontem que eu estava caindo no conceito dela porque sou blogueira, noveleira e gosto de fazer testes. Não, entendi o porquê da rejeição a essas 3 coisas que adoro e vou defende-las uma a uma. Pena que ela não gosta de blogs e por isso, não vai ler meus argumentos.

1) Blogs tem leitura leve e rápida - perfeita para internet, que não suporta textos longos, pesados e que exijam concentração. O texto rápido permite que eu me informe na velocidade que procuro na internet. Taí o boom do blog do Noblat na época do mensalão.

2) Blogs são democráticos - como é chato abrir um jornal naquele papelão enorme, ler um artigo de opinião interessante ou revoltante e não poder comentar, nem ver o que outros leitores pensam sobre isso.

3) Blogs são super democráticos - mais do que comentar, quem cria o conteúdo é a pessoa mais importante do mundo - eu mesma. Quem credenciou aquele articulista a dizer o que bem quer?Eu não fui. Por que ele pode e eu não podia? Agora, eu posso, você pode, nós podemos. Há blogs especializados que ajudam muito. Por exemplo, um homem adotou uma criança e é gay. Em seu blog conta sobre processos judiciais, dicas e discussão sobre criação de filhos adotivos. Isso é super útil. Ele não é dono da verdade, mas tem mais conhecimento que um pai de primeira viagem. E além disso, ele não impõe a opinião dele, ele fomenta discussões. Também tem outro colega que fez um blog sobre a reforma da casa dele. Inútil? Não para quem também está reformando a casa e pode ter dicas de bons e péssimos fornecedores.

4) Blogs são gratuitos - Exceto Paulo Coelho e mais uns seis escritores, ninguém mais ganha dinheiro escrevendo no Brasil. Pelo contrário, os autores pouco conhecidos gastam (e muito) para publicar seu livro por uma editora. Se você decide escrever seu livro em um blog, pronto, não precisar pagar uns R$ 7 mil para uma editora. E os leitores que o acompanham pode curtir a leitura de graça. Você pode não gostar da qualidade do texto dele, mas ao menos não pagou nada por isso, o que não acontece nas livrarias que não aceitam o produto de volta.

5) Blogs tem uma linguagem que nos aproxima do autor - Acho isso uma delícia, sinto-me próxima de muitos blogueiros, o que não acontece com os "jornaleiros".

6) Blogs contam boas histórias - A grande crítica da minha amiga são aos blogs diários pessoais. Eu adoro blogs pessoais, simplesmente porque gosto de ouvir, ler, assistir histórias. Se gosto delas em ficção, tanto melhor se forem reais. E melhor ainda, em tempo real. Bem mais interessante do que o confinamento entendiante do BBB, onde nada acontece. Eu, que sou um pouco doente por blogs, leio histórias de pessoas que nunca vi e fico torcendo para as reconciliações, assim como em um filme eu torço para o personagem.

7) Blogs fazem bem a saúde - A última revista Saúde! da Editora Abril traz uma matéria que trata dos benefícios que os blogs trazem a saúde, ajudando a tratar stress, obesidade e diabete por exemplo. Veja a matéria aqui

8) Blogs dispensa patrões - Tem gente ganhando dinheiro com blog. Você sempre sonhou em ser jornalista, mas não pôde entrar na faculdade, ou nenhum grande jornal descobriu o seu talento? Não se desespere, crie um blog, mostre seu talento e ganhe dinehiro com isso. Se antes anunciantes era coisa exclusiva de jornais, revistas, provedores de internet, e rádio e televisão - agora um blog pode ser tão acessado e selecionar o público especifico que se quer atingir.

9) Blogs são mais livres - O responsável pelo conteúdo do blog é o próprio blogueiro e não uma organização inteira. Assim, oferece muito mais liberdade para criar conteúdo e formatos mais inovadores. O Te dou um dado?, por exemplo, que está ficando famoso, talvez não tivesse espaço em uma publicação de banca.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Mais sobre a Priscila

“Eu sou igual a vocês. Só que vocês andam e eu sou cadeirante, só isso”.

(Priscila da Silva, 13, ferida na troca de tiros que se seguiu a um assalto a banco, falando sob sua nova condição, que ela espera ser passageira (e eu também). Sorrindo, animada e vibrante como... uma menina de 13 anos, cheia de vida).

“E qual o momento mais difícil que você já passou nessa cadeira?”, perguntou a repórter da Record.
“Na hora de tomar banho. As pessoas vêm me pegar e mudar para outra cadeira, eu fico meio com medo, falo “cuidado, me pega direito”, elas dizem “calma”... Mas é só o começo, eu estou aprendendo, daqui a pouco eu consigo mudar de cadeira”.
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Já falei sobre o Isaías, pai da Priscila, por quem tive muita admiração ao dizer que nem sabia o que aconteceu com os assaltantes. Agora, é a menina que me encanta. Como eles podem ser tão incriveis? Como ela pode ter tanta sabedoria, otimismo, vontade de viver, e serenidade sendo tão nova? Dá vontade de ir na casa deles e consultá-los como monges e sábios. Dá vontande de acreditar que a felicidade é obra nossa mesmo, independente do acaso, dos obstaculos e tudo mais. Essa família me comove, me arrepia quando ouvi eles falarem.

Será que eu estou tomando injeções de Polyanna na veia? Será que isso é danoso? Será que eu não deveria fazer post de revolta? Será que a felicidade me deixa cega? (Ahhh, problema meu. Ninguém mandou ler Polyanna e Polynna Moça na infância)

segunda-feira, 5 de março de 2007

Isaias da Silva

Isais da Silva: -Foi uma benção que ninguém tenha morrido;
Ana Maria: - É verdade. Parece que dos 8, só um dos assaltantes está internado, né?
Isaias: - Eu não sei.
Isaias da Silva é sapateiro desempregado e pai de Priscila Aprígio da Silva, 13 anos, baleada semana passada em um ponto de ônibus em SP, devido a tiroteio em um assalto a banco. A bala, que atingiu a coluna da menina, deixou-a paraplégica. A família não tem condições para receber uma cadeira de roda na casa apertada e sem estrutura em que vivem.

O sapateiro e a esposa estão lutando na justiça e na mídia (o dialógo acima foi hoje de manhã no programa da Ana Maria Braga) para conseguir uma indenização, ou qualquer caridade que possa ajudar na adaptação da casa e na recuperação de Priscila.

Tudo isso é muito revoltante e injusto. Porém, mesmo o país passando por uma discussão sobre punições mais rigorosas a criminosos após fatos violentos que nos aterrorizam, Isaias disse hoje pela manhã que não sabe sobre o que aconteceu com os assaltantes que levaram a essa tragédia.

É de se admirar a paz com que esse homem diz isso. A vida dele deu uma reviravolta, mas não tem ódio, não deseja mal a ninguém, apenas quer ajudar sua filha e agradece por ela estar viva. Ele sabe que a vida continua e que tem muito o que lutar.

Alguns podem achar que esse sapateiro é um conformado. Acho que não. Afinal, esse homem está lutando e enfrenta muita briga pela vida. Isaias é um exemplo que arrepia por sua garra, otimismo e paz. E mais do que isso, ele exerce (não só na palavra) um dos princípios cristãos mais difíceis: o perdão.

Isaías da Silva, 40, sapateiro e um herói (pena que famoso somente até essa história ser esquecida por alguma tragédia ainda mais cruel).

sexta-feira, 2 de março de 2007

Sua segunda vida

Em algum momento da vida, principalmente na adolescência, todo mundo já deve ter se simpatizado com o anarquismo. Hoje, sou um pouco conservadora e tô com o Hobbes "O homem é o lobo do homem". Penso que seria um caos, exponencialmente pior ao que vivemos hoje.

Os simpatizantes do anarquismo são terminantemente contra o capitalismo (contra o socialismo também, mas o capitalismo é o inferno deles). E eles estão certos. O capitalismo é o "demo" e leva tudo com ele para esse mundo dark. Primeiro, são os souvenirs do Che Guevara, corrompendo os pseudo-comunas e agora o Second Life (o mundo virtual 3D, que mistura jogo, rede social e negócios).

Ele se propõe a ser o lugar onde você pode ser quem você quiser e fazer qualquer coisa que desejar. A proposta é muito similar a do Raulzito "Faça o que tu queres pois é tudo da lei". Então,se você no mundo real, não tem a cara de pau de mandar seu chefe para aquele lugar, pode fazer no mundo virtual. Se o anarquismo e a falta de hierarquia social seria caótico, os capitalistas montaram o anarquismo virtual, uma idéia genial que já tem mais de 4 milhões de moradores nessa sociedade alternativa.

Porém a proposta anarquista do Second Life pára por aí. Os mais espertos estão faturando horrores com essa brincadeira. Uma alemã já vendeu US$1 milhão em terrenos do Second Life.
Isso porque nessa pseudo-anarquia, você é livre, desde que tenha dinheiro para manter seu avatar(o similar a vc dentro do Second Life): cortar o cabelo dele, comprar roupas, ir a shows, construir uma casa, ter movimentos, etc. Se você é feio ou gordo, seu avatar pode ter as formas da Sharon Stones ou Rodrigo Santoro. Dá até pra ir a um show do seu ídolo que nunca vem ao Brasil, e encontrar pessoas do mundo inteiro. Enfim, ser e fazer tudo aquilo que você sempre sonhou, mas n coisas não lhe permitiram.

Nada disso é essencial para continuar no jogo, mas as diferenças sociais são transferidas da vida real. E você deve ser bem rico para poder esbanjar grana em sua segunda vida. Pelo menos nessa encarnação estou fora do Second Life.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Notícia de jornal

"Tendo a Lua
Aquela gravidade aonde o homem flutua
Merecia a visita não por militares
Mas por bailarinos
E por você e eu" - Hebert Vianna


Sempre pensei em recortar jornais com aquelas história que renderiam filme, como o cineastra de Má Educação. Hoje, saiu uma ótima, se não rende filme, dá uma boa cena de novela.

Quem nunca quis ser astronauta quando criança? Quem nunca sonhou que no futuro sua lua-de-mel seria no espaço? Pois é, os astronautas era super-heróis nos meus pensamentos de criança. E essa notícia me fez lembrar que eles são de carne e osso, também amam e também fazem insanidades (assim como você e eu).

Olha a história: Lisa Nowak, 43, mãe de três filhos, é astronauta integrante da missão que foi para o espaço na nave Discovery em julho de 2006. Nowak tentou seqüestrar Collen Shipman, suposta amante do astronauta William Oefelein, colega(creio que intimo)de Lisa.

Armada com uma pistola e uma faca, Lisa viajou 1.600Km sem parar de Houston para Orlando com o objetivo abordar Shipman. Para não ter que fazer paradas nem mesmo para utilizar o banheiro, Nowak pôs fraldas descartáveis como as usadas pelos astronautas no espaço.

No automóvel de Nowak, a Polícia encontrou uma carta de amor de Shipman para Oefelein e vários e-mails entre ambos.

Para a polícia, Lisa contou que sua relação com o colega Oefelein era "algo mais que uma relação de trabalho, porém menos que uma relação amorosa". Coitada.

Como disse o Felipe Machado do Estado essa é uma prova de que os deuses até podiam ser astronautas, mas os astronautas definitivamente não são deuses".

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Inferno


Visão do inferno

Pessoas presas a correntes, atreladas a bolas de ferro pesadas. Têm dificuldades para fazer movimentos, o esforço para dobrar um braço ou uma perna é revelado nos grunhidos, onomatopéias e caretas de dor.

As pessoas correm mas não conseguem sair do lugar. Outros ainda carregam barras de ferro para cima e para baixo, dobrando-se em gemidos de dor a cada vez, com um carrasco por perto colocando mais e mais peso.

O clima é quente, todos suam muito. O barulho é enorme, como se um bate-estaca estivesse sobre todos.

Há gente de todos os tipos. Alguns parecem estar acostumados. Entre um esforço e outro, sorriem em uma espécie de auto-compaixão. Iludidos, coitados. (definição do Luis Mauro Sá)


Visão do inferno atualizada. Sou sedentária e convicta.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Sobre a tecnologia e o amor

É fato, a tecnologia muda a nossa vida. É só pensar como alguém (ou eu mesma) vivia sem o Google, por exemplo. Inimaginável. Pois é, além da possibilidade de encontrar sua alma gêmea pela internet (algo que não sou muito adepta e conheço poucas pessoas corajosas a esse ponto), a tecnologia mudou os relacionamentos e até as nossas fossas. Todo mundo já se trancou no quarto, deitou na cama, deixou tocar uma música muito dor de cotovelo e chorou de soluçar, normalmente isso vem depois de um famoso pé na bunda. Nessas horas, o Chico tem várias músicas adequadas, como:
"Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim? O resto é seu".

Bem, com a tecnologia tudo é diferente. Quando isso acontecer de novo comigo, basta eu colocar as músicas que tinhamos no meu mp3, ele coloca no aparelho dele e resolvido. A tecnologia nos deixa mais bem preparados para as desilusões. Isso pode parecer frio, individualista e sem poesia, mas a tecnologia também nos prepara para a reconciliações.

A Adriana Calcanhoto (especialista nas mais lindas músicas para esses momentos) canta "Devolva-me o retrato que eu te dei". Hoje em dia, tudo é mais prático. Suas fotos são digitais, você joga tudo na lixeira, dispara um e-mail, nem precisa passar aquele sufoco que é se reencontrar. Aí se decidir voltar para os braços do amado, é muito simples, basta clicar em restaurar e suas fotos estão salvas novamente, nada de fita adesiva ou cola.

A tecnologia e a amizade: "Os scraps e os SMSs substituíram os cartões.
E os cartões já haviam substituído os abraços".

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

As coisas não dão certo

Essas palavras que li no blog do Marcelo Coelho me pegaram. Eu q tô sempre procurando a regra, a lógica, e sempre insatisfeita com a minha imperfeição, só queria ser simples e leve e me senti assim ao ler isso.

"As coisas não dão certo/nunca deram certo/não foram feitas para dar certo// nós é que temos a ambição/do alinhamento e da simetria// e até inventamos deuses perfeitos/ construídos à imagem e semelhança/ do que sonhamos// as coisas não dão certo/nós é que cerzimos o pano/ obturamos o dente/ remendamos a fronteira no mapa// e inauguramos/ na estátua de chumbo/um simulacro de ave// queremos crer/ que as coisas dão certo/ as coisas agora estão dando certo/ e --se deus quiser--/ sempre darão"

Carlos Machado

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Novidade na literatura infantil

Não sou paga pau de gringo. Mas, essa notícia despertou minha admiração. O livro infantil "And Tango Makes Three"(Com Tango, Somos Três) vendeu 15 mil exemplares. A publicação conta a história real de dois pingüins machos, que dispensaram as fêmeas, formaram um "casal", chocaram um ovo descartado e ganharam uma filhote adotiva em pleno zoológico do Central Park, em Nova York.

A história dos pingüins gays pode escandalizar alguns, mas o mais importante não é chocar, mas ensinar a tolerância e a diversidade, e principalmente, encarar o diferente com naturalidade e fazer com que novas gerações entendam que homossexualidade não é doença.

Sucesso de vendas improvável em outros países, o fenômeno é típico dos Estados Unidos, o país do gayby boom (trocadilho com baby boom), onde 21% das lésbicas e 5% dos gays têm filhos biológicos ou adotivos e onde aproximadamente 3,5 milhões de crianças vivem em lares de casais do mesmo sexo. Aqui no Brasil, os números são menores, mas também surpreendem. Em pesquisa feita na Parada GLBT de São Paulo (a maior do mundo) em 2005, cerca de 13.5% dos entrevistados declararam ter filhos. Se levarmos em conta que estavam presentes 2.5 milhões de pessoas, chegamos a um número de quase 340 mil pais e mães gays, só no evento.

O número de publicações de livros infantis com tema gay crescem sem parar desde o final dos anos 80. A lista já conta com 71 títulos como: Daddy's Roommate ("O Companheiro do Papai") que conta a história de um menino que conhece o parceiro de seu pai e mostra os dois dormindo na mesma cama, passando bronzeador na praia e comendo pipoca abraçados no sofá da sala; "The Sissy Duckling" (O Patinho Afeminado), fala de um patinho que não leva jeito para esportes, adora assar biscoitos e usa óculos cor-de-rosa e que no final diz ser gay com mto orgulho; Carly: She's Still My Daddy ("Carly Continua Sendo Meu Pai"), que conta a história de um pai que muda de sexo; e King & King (Rei e Rei), a história do príncipe que não gostava de princesas e acabou se casando com outro príncipe. King & King foi lançado em cinco países (Holanda, Alemanha, Dinamarca, Espanha e Estados Unidos) e ganhou continuação, King & King & Family.