quinta-feira, 12 de julho de 2007

Reality shows, fofocas e literatura

No Roda Viva de ontem, edição especial Flip 2007, Paulo Markun pergunta a Amos Oz se os reality shows prejudicam a literatura, uma vez que as pessoas vêem tudo e perdem a capacidade de imaginar.

Amos Oz é um reconhecido pacifista e diferente de grande parte dos "cults" não crucificou os realities shows, ou fofocas de celebridades. Pelo contrário. Disse que programas como estes são motivados pela curiosidade nata dos seres humanos. E para ele, a curiosidade é uma virtude, que salva o homem da intolerancia, que ele tanto abomina. O escritor acredita que a curiosidade é o primeiro passo para se conhecer o outro, aceita-lo e respeita-lo.

O autor ainda diz que a fofoca é prima da literatura, pois ambas lidam com a curiosidade e com o ato de se contar boas histórias. A única diferença entre elas seria a profundidade das discussões. Enquanto a fofoca atinge apenas o supercifial, a literatura se aprofunda em seus personagens, histórias e análises, por isso essas primas nunca se encontram.

Viu só, folhear a Caras e espiar o Big Brother pode ser um ato nobre. Será que tem Big Brother Israel?

2 comentários:

Diego disse...

Mas até o autor israelense serve pra fazer apologia ao reality show?
Acho que a mençao dele foi indireta. Se for este o caso, até pornografia inspira a curiosade. Mesmo mUUUUUUITo indiretamente.

Francini Barbosa disse...

qual o problema com a pornografia? O problema é o excesso.

Eu gosto do Super Nanny. Agora Big Brother não dá. Ver um imbecil comendo, escovando os dentes, dormindo...e o espectador deixa de viver sua própria vida, que provavelmente é (ou pode ser) bem mais interessante.

O homem sempre foi curioso, pena que agora temos muitos BBBs e poucos leitores.

bjocas