quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Mama mia



Ficamos dois dias em Marajó. Aproveitamos que só existe a estação sol no Norte para pegar praia. Fomos às de Pesqueiro e Anaruna, ambas muito bem preservadas e praticamente isoladas. Em Pesqueiro havia um único quiosque aberto e era mais do que suficiente para atender eu, a Cris e o Valdir, um turista goiano que nos deu boas dicas de viagem.

Em Soure, nossa gincana era procurar uma xícara de café preto e quente. Impossível. Percebemos que as pessoas deviam tomar café em casa e não estavam acostumadas a receber turistas. Aliás, o turismo em Soure gira em torno das pessoas que vivem em Belém e vão pra lá somente no veraneio, curtir a praia que não existe na capital. Passamos dois dias em abstinencia de cafeina, mas na última noite encontramos um oásis, a pizzaria Casarão.

O proprietário da pizzaria é Marco, um italiano que há dois anos mudou-se para Marajó. Com suas economias construiu uma pousada e pizzaria em um casarão tão bonito e imponente que destoa da cidade simples. O único restaurante da cidade (os outros eram botequim que serviam PFs) só abre aos fins de semana, mas demos sorte que a cidade estava na semana do Cirio de Nazaré e funcionou a partir de quinta-feira. Além da pizza Marajoara, com carne e queijo de bufalo, provamos de sobremesa o creme de Sapotilha, colhidas do quintal.
Pena que já era hora de voltar.

Um comentário:

Francini Barbosa disse...

hahaha podia ter posto uma foto dele né? fiquei curiosa ;)