terça-feira, 19 de agosto de 2008

Abaixo às mocinhas (ou + sobre novelas)

Muitos dizem que não gostam de novela porque tem sempre a mocinha, virgenzinha, chatinha. Verdade, detesto novelas assim. Mas isso não é motivo para não considerar nenhuma. Dias Gomes, por exemplo, escrevia apenas protagonistas masculinos, como Roque Santeiro, o Bem Amado, As Noivas de Copacabana, Decadencia, Irmãos Coragem.

Benedito Rui Barbosa perdeu a mão, mas também era eximio em criar bons personagens masculinos - como o Zé Inocencio de Renascer, e o João Leoncio, do Pantanal (por sinal, vale a pena ver de novo essa).

Não sou muito fã da Gloria Perez, mas ela tem no currículo Hilda Furacão. A história era muito boa - da noiva de família tradional mineira que vai pra zona de BH e depois se apaixona por um padre. Cheia de boas atuações, a Hilda foge bem da mocinha clichê.

E não sei se notaram, mas a mocinha já não é assim mais tão mocinha. Claudia Raia, Patricia Pilar, Carolina Ferraz, Christiane Torloni, Claudia Abreu, Gloria Pires, Malu Mader, Ana Paula Arosio, Giovana Antoneli, atrizes que se revezam nos papéis de protagonistas, ou passaram, ou estão perto de chegar aos 40. Para elas, não dá mais pra escrever papel de mocinhas ingenuas e sonhadoras, né? Sorte a nossa.

2 comentários:

Fábio disse...

Concordo.

Se bem que até agora não me conformei em saber que a Flora é a vilã, e não a Cláudia Raia... ;)

Nádia disse...

odeio mocinhas.

=^p

E me deu uma saudaaaaaade de Renascer!