terça-feira, 6 de outubro de 2009
Segunda-feira que vem
Segunda-feira que vem
Quem não me conhece chora, oh boi!
Quanto mais quem me quer bem"
Estou na contagem regressiva. Em menos de uma semana, embarco para Londres. Nunca desejei tanto uma segunda-feira.
Como no planejamento da viagem acessei alguns blogs de brasileiros que vivem lá, resolvi fazer um também pra contar o que vou passar nessa viagem em que espero de tudo. Fuça lá também:
www.lenainlondon.wordpress.com
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de maio de 2008
Vem que vem quero denovo
Agora eu sou solteira e ninguém vai me segurar
Daquele jeito
De, de sainha
Daquele jeito"
Gaiola das popozudas
Os mais puros e de gosto mais refinados que perdoem a canção acima, mas foi o trecho mais descente que consegui coletar dentre os sons que ouvi no fim de semana. O restante da letra desse funk não é muito apropriado.
Nesse feriado, matei minha curiosidade e fui ao baile funk. Agora, eu gostei e quero de novo. Como já suspeitava, dançar funk é instintivo, não há coreografias, regras, e o mais desengonçados e sem ritmo como eu, dan;cam automaticamente de forma instintiva.
Procurei o mais tranquilo dos bailes, então fui ao funk da Salgueiro na Tijuca. Realmente o baile era bem tranquilo, bem cheio mas não vi brigas, pessoas mal encaradas, nem a mulherada muito
louca, ou casais na descompostura.
Apesar de não ser no morro, o funk era original Furacão Twister, a maior equipe de funk do Brasil, aquela do Romulo Costa. O engraçado é que o Romulo Costa não é MC (aquele que canta o funk), nem DJ, ele é o dono da aparelhagem e organizador dos bailes. Como se fosse o dono do Trio Eletrico, e por isso fica mais famoso que a própria Ivete Sangalo. A cada fim de música diziam o nome de Romulo, que nem estava presente, seguido de "Nosso Paizão".
Como assim? Paizão?
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Samba no pé
Conversei com o DJ e disse que sou brasileira. Ele disse que então iria colocar uma música brasileira. Pensei, vou arrasar, então. Não sou nem de longe do tipo que arrasa em balada, mas perto de gringo eu até que tenho samba no pé. (pra quem não sabe o que é samba naturalmente).
Então, começa a tocar "A dança do Vampiro" do Asa Aguia, axé típico de meus 15 anos. Fiquei toda contente de ter uma música (se é que se pode chamar de música) do meu país. Pensei em subir no palquinho até. Mas para minha surpresa todos sabiam cantar a música (mesmo em português), conheciam a correografia, e a mulherada chilena sambava bem mais do que eu. Fiquei no cantinho da pista.
Nas lojas de souvenirs
Não paro de admirar o Chile. Na Argentina, quando entrava numa loja de souvenir de viagens as estampas eram sempre 3: Carlos Gardel, Evita Peron e Maradona.
No Chile, as estampas eram 3 também: Salvador Allende, Pablo Neruda e Gabriela Mistral.
Triste não ter estampas no Brasil. Triste não ser Chilena.
Bienvenidos compañeros
Eu fui pro Chile, e o Lula foi pro Chile. Eu vou pra Argentina e ele vai pra Argentina. Brincava que fazia parte da comitiva do presidente. Não esbarrei com o presidente, mas o vi em todos os telejornais, nas primeiras páginas do El Mercurio, La Tercera, La Nacion e Clarín. É incrivel, mas o homé tem muita moral na América Latina. Não só pelo maior PIB e território da região, mas parece que ele é um mestre na diplomacia. Alguns podem dizer "em cima do muro", mas olha, eu acho que é vantajoso para todos que ele seja bem recebido e dialogue bem de direita a esquerda, de Bush e a Castro.
E quando eu dizia que era brasileira, alguns pergutavam o que eu achava do Lula. Eu torcia o nariz, até pq não sei muitos nomes feios em espanhol. E as pessoas me olhavam surpresa. Es verdad? Como? Por quê?
E quando eu perguntava sobre suas respectivas presidentas, as respostas não eram das melhores também. Embora a sra. Michele me pareceu admirada, sua popularidade estava um pouco balançada. As manchetes falavam da queda do Ministro da Educação devido a corrupção. Já a sra Cristina, mesmo tendo acabado de ser eleita, as pessoas reclamavam meio murchas, como numa espécie de "es o que tenemos".
Ps: Claro, que isso não foi nenhuma pesquisa de opinião com estaticas confiaveis. A opinião é de um motorista de taxi, um carregador de malas, um guia de viagem, um recepcionista de hotel, um vendedor de malhas.
Onde erramos tanto?
Santiago é uma cidade encantadora. Linda! Limpíssima, com calçadas largas, árvores (daquelas estilo canadense) de fora a fora, banquinhos para se namorar por toda a rua, a cada esquina um monumento histórico reluzente junto a uma praça florida. Sem falar da Cordilheira circundando a cidade, o trânsito organizadíssimo (os carros param para o pedestre atravessar), e a gentileza e simpatia impressionante dos chilenos.
Depois fui para Buenos Aires e fiquei preocupada com o retorno a São Paulo. Se eu passei a torcer o nariz para a cidade por não ser tão limpa e organizada, imagina quando chegasse em minha terra natal. Mesmo Buenos Aires (que achei que falta uma Lei da Cidade Limpa) dá um show em São Paulo. Para ter uma idéia nas duas cidades não há nem cobrador, nem catraca no ônibus. Tem apenas uma máquina que aceita moedas ou tickets. Ninguém confere se o passageiro pagou ou não. É possível tranqüilamente viajar sem pagar, mas inacreditavelmente todos pagam. Já imaginou se isso aconteceria em São Paulo?
Aí me pergunto onde foi que erramos tanto? Comparações com a Europa, EUA, Japão, Canadá ou Austrália são covardes. Poxa, eles tem muito mais história ou tiveram uma colonização completamente diferente, uma geografia e cultura incomparaveis. Mas poxa, a Argentina e o Chile estão aí do lado, as diferenças deveriam ser mínimas. Ao que me consta os espanhois não foram bonzinhos com nossos vizinhos. Zuaram legal também. Poxa, por que então, nós, o país sem terremotos (os chilenos tem isso todo ano), com vastidão de terra, riquezas naturais sem igual, beleza exuberante e o maior PIB da região não demos certos como nossos hermanos?
Te echo de menos
Ai que saudade de ouvir espanhol diariamente com aquele sotaque gostoso, de descobrir o mundo novo de palavras e expressões e notar como tudo é muito mais cheio de paixão.
Pena que em espanhol eles não tem saudade. Ao menos então diria: Te echo de menos.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Conversa no avião
Eu - O que você faz?
Moço da poltrona ao lado com um lap top - Eu exporto madeira.
Eu (indiscreta) - Então é você quem está desmatando a Amazonia?
Ele - Não. É o gado e a soja. Eu tenho que estar 200% legal para conseguir vender lá fora. Tenho que replantar.
Eu - Ah sim, vi hoje uns posteres de movimento ambientalistas para nos tornarmos vegetarianos. Tinha um boi desenhado, dividido em partes e cada parte representava um estado da região. E dizia assim: Você já comeu um pedaço da Amazonia hoje?
Ele - É. Mas que adianta ser vegetariano e comer carne de soja. Ela também está desmatando a floresta.
Eu - Mas a soja ocupa menos espaço que gado, né. E depois a soja também é usada para alimentar o gado.
Ele - É verdade. A soja estraga menos, mas estraga. Mas, as pessoas só trocam madeira por outro material. Que material vão trocar? Plástico? Acham que são ecologistas ao consumirem plástico? Aliás, paulista, quem mais consome a madeira da Amazonia é São Paulo, apesar da sede da Ásia.
Eu - Bem, vou deixar você terminar seu relatório.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Nós vamos invadir sua praia
Marco é italiano e investiu suas economias para montar uma pousada e pizzaria em Soure, Marajó.
Sylvia é dentista alemã e jogou tudo para o alto para casar com um paraense e viver em Belém.
O Le Café é um dos únicos bares de Algodoal e o dono é um francês hiponga que se encantou com a vila e desistiu de voltar para casa.
Alex é australiano e gastou suas economias para montar o animado hostel de Manaus.
Pedro é analista de sistema da Vivo em Portugal e pediu transferencia para o Brasil. Ele tem tios e primos aqui e diz que prefere São Paulo a Lisboa.
Gregor é quimico em Berlim, mas já estagiou em Ouro Preto e já é a quinta vez que vem ao Brasil.
David, um médico inglês, diz que é muito dificil para um estrangeiro clinicar no Brasil e se não fosse a previdencia social que a Inglaterra lhe garante, viveria no Brasil. Ele também já estudou aqui por 3 meses e estava em sua quinta visita.
David me destimula a viver em Londres. "Lá é frio, chato e com pessoas frias, chatas".
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Mãe Terra
Em Maiandeua, conhecemos Sylvia, uma dentista alemã que mora em Belém há um ano. Seu marido paraense fez doutorado em Berlim, depois de um tempo namorando à distancia, ela corajosamente largou tudo e veio viver com ele no Brasil. Contou que apesar de admirar o otimismo brasileiro, para ela isso as vezes soa como conformismo, o que gera discussão entre o modo de vida que ela conhece e o de seu paraense. Ela acha curioso que pessoas com tão menos sejam felizes, enquanto um conterraneo dela reclamam e agem por motivos até menores.
Já pensei como Sylvia e cheguei a me irritar com o povo do meu país. Mas John, outro Filho de Maiandeua, nos deu a resposta que precisavamos. Ele tem 22 anos e ganha alguma coisa sendo guia turistico, ou conduzindo charrete, ou pescando. John não gosta de Belém. É que em Algodoal, ele é um garoto popular, atacante do time, bom dançarino de carimbó, praticamente, o amigo do rei. Agora, em Belém, notam que John não tem sapatos e o diferenciam. Ele nunca precisou de sapatos em Algodoal, afinal as duas únicas ruas da cidade são de areia que pede como máximo luxo um chinelo de dedo. Além do mais, ninguém usa sapatos (nem mesmo o dono da única casa com piscina) e então, John é tão bom quanto todos ali.
John disse que não quer sair de Algodoal, porque ali ele tem tudo o que se precisa para viver: tranqüilidade e comida farta. "Eu pesco camarão, peixe, pego caranguejo no mangue, cato fruta do pé. Comida tem todo dia pra mim e pra minha família".
Em Algodoal todos são filhos de Deus e de Maiandeua.
Vila dos sonhos
Lá tem de tudo: Praia de agua salgada, mangues, muitas árvores carregadas de caju, carambola, açaí e manga, dunas de areia branca e fininha com lagos de agua doce que formam um oásis. E o melhor, muito tranquilo, um lugar praticamente desconhecido pelos turistas.
Pra se ter uma idéia da graciosidade do lugar, voltavamos da praia a noite e na porta de nossa pousada havia um monte de gente sentada de ambos os lados da rua. É que estava acontecendo o bingo de um bolo. Depois, montaram uma mesa de carteado. Tudo à luz do luar. Só foi uma pena não ser lua cheia, época em que os filhos de algodoal dançam carimbó na praia.
Perrengue das guerreiras
Mama mia
Em Soure, nossa gincana era procurar uma xícara de café preto e quente. Impossível. Percebemos que as pessoas deviam tomar café em casa e não estavam acostumadas a receber turistas. Aliás, o turismo em Soure gira em torno das pessoas que vivem em Belém e vão pra lá somente no veraneio, curtir a praia que não existe na capital. Passamos dois dias em abstinencia de cafeina, mas na última noite encontramos um oásis, a pizzaria Casarão.
O proprietário da pizzaria é Marco, um italiano que há dois anos mudou-se para Marajó. Com suas economias construiu uma pousada e pizzaria em um casarão tão bonito e imponente que destoa da cidade simples. O único restaurante da cidade (os outros eram botequim que serviam PFs) só abre aos fins de semana, mas demos sorte que a cidade estava na semana do Cirio de Nazaré e funcionou a partir de quinta-feira. Além da pizza Marajoara, com carne e queijo de bufalo, provamos de sobremesa o creme de Sapotilha, colhidas do quintal.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Fazenda dos sonhos
Em Marajó, o transporte principal é o mototaxi. Dois motoqueiros nos levaram até a Fazenda São Jeronimo – no caminho muitas casinhas de sapé (todas com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré na porta) e árvores carregadas.
Na Fazenda, fizemos uma trilha acompanhada de Seu Brito, o proprietário. Homem simples, mas um dos mais inteligentes que já conversei na vida. Ele é politizado, tem três faculdades e trabalhou na marinha por pelo menos 30 anos. Aposentou-se e em vez de gastar suas economias comprando um bom apartamento no Rio de Janeiro, adquiriu por R$ 400 mil a bela fazenda onde nasceu. Lá montou um hotel fazenda e vive na maior paz.
O lugar é lindo e foi usado como cenário para uma das versões do programa No Limite da Globo. Seu Jeronimo cobrou apenas R$5 mil da emissora, um valor simbólico, em troca do marketing que ganharia. Acho que não ganhou muito, Marajó é bem desconhecida pelos turistas.
Depois de uma trilha acompanhada de bufalos, pegamos um caminho construído por Seu Brito feito com três bambus e açaíceiro que passa por dentro do majestoso mangue. Só vendo a foto para acreditar. O lugar é enorme, com mangueiros (árvore do mangue, não tem nada a ver com a manga) que tem raízes com o dobro do tamanho de um homem. Parecia cenário de filme de fantasia. Ao final da trilha um presente de tirar o folêgo: 12 km de praia deserta. Você jura que é mar, mas ao mergulhar percebe que a água é doce e turva. É rio misturado com mar. Uma riqueza tipicamente Marajoara.
A maior ilha do Brasil
Depois de três horas de viagem, o pessoal vira bicho e saí pulando as janelas para pegar logo os ônibus ou vans que levam do porto em Camará até as principais cidades da Ilha, Soure e Salvaterra. Para chegar a Soure, pegamos o ônibus até a balsa, depois a balsa, depois outro ônibus, e depois caminhamos oito quadras com a mochila nas costas em um calor de 82ºC no sol a pino. O ônibus era uma aventura. Lotado com pessoas com sacolas enormes e gaiolas de tudo quanto era bicho.
Soure é uma cidade bem rural, mas considerada grande, para os termos Marajoara. Boa parte é asfaltada, cheia de mangueiras e cajueiros e bufalos passeiam nas ruas calmamente. A pousada Asa Branca era simples, mas acolhedora. Chuveiro eletrico não tinha, aliás, foram 11 dias sem saber o que era banho quente, mas com aquele calor todo nem precisava. O quarto tinha ar condicionado e esse era o maior luxo que queriamos. O restaurante era bom, oferecendo uma porção bem servida de Filé de Bufalo com queijo e água de coco bem gelada. Uma delicia!
Nossa Senhora de Nazaré
A Cadetral de Nazaré é a principal igreja de Belém. Lindissíma. Toda em mármore e com o estilo barroco. A grandiosidade e beleza faz até quem não é católico, como eu, reverenziar. Curioso perceber como a fé catolica é fortemente capturada pelo visual, não é a toa que a Igreja aproveitou muito bem a arte, especialmente o barroco.
É dessa catedral que parte o Cirio de Nazaré, o maior evento católico do mundo, que leva às ruas cerca de 2 milhões de fieis. A procissão ocorre sempre no segundo domingo de outubro, então as ruas ainda estavam enfeitadas, a quermese cheia, as casas tinham cartazes na porta e as árvores cheias de fitas com pedidos de graça.
Beleza Paraense
A cidade ainda preserva bem sua arquitetura colonial. Azulejos portugueses e janelas arrendondas são faceis de se encontrar. A Feliz Lusitania é o melhor lugar para se admirar a arquitetura da região. Um complexo de prédios históricos revitalizados, composto pelo Forte, a Igreja de Santo Alexandre, onde funciona o Museu de Arte Sacra, a Catedral da Sé, uma bela Praça, e a Casa das Onze Janelas, onde tem museu e um jardim lindo que dá para o Rio Guajará. Lá admiramos o primeiro por-do-sol mais perto do Equador.
O paraense é um povo cheio de orgulho de sua terra e os museus tinham exposições apenas de artistas “Filhos do Pará”, como costumam falar. No jardim das Onze Janelas – que é aberto – encontramos Alyne e suas amigas colegiais, que provaram que além de hospitaleiro, o paraense é também muito bonito. A beleza é bem típica: pele morena, rosto arredondado, cabelos negros, pesados e brilhosos. Era raro encontrar mulheres com cabelo tingido, o que mostrava um certo orgulho de suas misturas com traços indigenas. Há quem diga que não são um povo bonito, mas veja só que lindas essas colegiais e minhas divas do tecnobrega.
Enterrei 3
Ao lado da Estação das Docas fica o Mercado Ver o Peso. O lugar é bem peculiar e vende barato artesanato, ingredientes para os pratos típicos, e até animais vivos. Tudo é sujo, com pouca conservação e rodeado de moscas e urubus, nada apetecedor. A visita vale pela seção das erveiras. Logo fomos abordadas por algumas que tem remédio para um tudo. Reumatismo, cólicas, acne, e vidrinhos com poções coloridas: Chama dinheiro, óleo da Felicidade, Corre Atrás, Pega e Não me Larga, Busca quem está Longe, Amansa Corno, Abre a Mão, Abre Caminho, Comigo Ninguém Pode, Vence Tudo, Chora aos meus pés, Amansa Chefe e até Xota da Bota, que dona Tieta, erveira filha de india, promete que deixa “ela” mais apertadinha e o sexo mais gostoso. Pergunto a ela se o “pega e não me larga” funciona mesmo, se ela era casada há muito tempo. “Enterrei três já e estou de namorado novo”.
Delícias do Pará
A culinária paraense é riquissima: Peixe de água doce ou salgada (afinal, o estado é banhado tanto pela Bacia Amazonica quanto pelo Atlantico), frutos do mar e do mangue (caranguejo e turu), pato, maniçoba (uma especie de feijoada das pesadas, que troca o feijão pela erva maniva), caruru (que tem como principal ingrediente o quiabo), tucupi e tapioca (ambos vindos da mandioca), jambu (uma erva que amortece a boca e um dos principais ingredientes do famoso tacacá), carne e queijo de bufalo (criados na Ilha de Marajó e que derretem na boca) e vatapá de receita própria.
Além da manga há uma infinidade de frutas tropicais, muitas que nunca ouvi falar. Não tive tempo de provar tantas delicias, só se eu almoçasse e jantasse umas três vezes ao dia, mas me deliciei com o Creme de Cupuaçu, Creme de Saputilla, suco de Graviola, e colhi Carambola, Manga, Caju e Bacuri do pé. Em um restaurante em Marajó pedi um suco de Caju e perguntei ingenuamente se era natural. Obvio que sim, afinal se os cajus caiam sobre minha cabeça na Ilha, porque alguém gastaria dinheiro para comprar um suco em pó ou congelado. Aliás, até a cerveja deles é paraense. Em todo bar do Pará a Cerpa é predominante.


