segunda-feira, 2 de abril de 2007

Meu medo

Lembro que há 3 anos e meio, a gente estava sem se falar há algum tempo, nenhuma briga, mas um ressentimento. E então ele me disse um monte de desaforo em um e-mail. Respondi na mesma moeda, xinguei todas as gerações que eu podia me lembrar e escrevi no título "Quem fala o quer, ouve o que não quer" - tipo briguinha de criança. E em uma atitude massoquista que conquistou essa doidinha, ele responde "Quem fala o quer, ouve o que quis", dizendo que era isso que queria, que eu não me esquecesse dele, não importava como fosse. O insuportável era imaginar que ele ia passar em minha vida e depois de uns meses eu não lembraria o nome dele.
Que tolo. Eu sabia que jamais me esqueceria dele. Temos isso em comum, um medo terrível de sermos esquecidos, talvez nosso maior medo. Agora, sou eu que estou tremendo. Minha vontade é estar nos discos (sim, ele é tão especial que tem vitrola e vinis), nos livros, na mochila, num album, em cartas que ainda não escrevi, e-mails não apagados, quando ele comer uma lasanha, na memória, sempre por perto, mesmo que ele esteja tão longe.
Eu não peço mais nada, todos os perdões estão dados pelos anos que passaram e pelos que virão. Eu só quero que ele lembre de mim, todo segundo e pra sempre.

Um comentário:

Nádia disse...

Bonito texto....

Já comentei que adorei sua formatura? hehe

beijos