segunda-feira, 2 de julho de 2007

Não por acaso


O filme é bom demais. Eu recomendo muitíssimo. Sensível, comovente, inteligente, mas não faz você sair do cinema deprê, porque trata de renovação. E saí mesmo renovada.

Além disso, adorei ver um filme filmado na minha cidade. Não que isso deixe o cenário bonito, muito pelo contrário, mas me causou uma identificação e isso é muito bom. Quando filmam a 23 de maio de cima e mostram os carros como formiguinhas, ou quando filmam as janelas do prédios de frente ao Minhocão, dá aquela sensação paulistana de "Eu sou uma formiguinha esmagada e minuscula no meio desse lugar enorme e caótico". Esse cenário ajuda a montar e enteder os personagens, principalmente o Enio, vivido por Leonardo Medeiros com perfeição.

Poderia falar muitas coisas incriveis do filme mas tenho um problema, ao assistir filmes com Rodrigo Santoro (o homem mais lindo do mundo) eu perco o senso crítico. Fico hipnotizada e pronto. Bem, o personagem do Rodrigo é Pedro Matos, simplesmente tudo o que eu sonhei pra mim. Não bastasse o visual que dispensa comentários, tem um estilo meio parrudo, tipo jogador de sinuca/camisa estampada/barba por fazer, (ah, e jogadores de sinuca são inteligentes, afinal é um jogo de estratégia e não de sorte ou força da tacada) e ainda por cima, tem os gestos mais delicados.

Em uma cena, a namorada briga com ele porque o apartamento é muito pequeno e não tem lugar para colocar seus livros, que estão encaixotados. No dia seguinte, ela chega e estão todos na estante. Ai, tudo o que eu queria era um Pedro Matos arrumando minha estante e fazendo pequenas surpresas grandiosas.

Em outra cena, ele diz para uma moça com quem toma um café. - Tem duas horas? (eu tenho, viu Pedro?) e a leva a um lugar alto (acho que é a Serra da Cantareira) para ver a paisagem. Ela até chora, eu não faria diferente.

Aí, ele acorda pela manhã e fala "Vou fazer um omelete. Quer?" (meu deus, ele até cozinha) Mas ela não quer omelete, quer café. Ele não a ouve. Ela vai embora. Ele corre (tipo herói mesmo) e leva a garrafa térmica com café até o apartamento dela. (uau, ele até a ouve e faz seus pequenos desejos de forma surpreendente).

ai, ai!

2 comentários:

Fábio disse...

Não dá para negar: até eu acho o Rodrigo Santoro bonitão mesmo. E o melhor de tudo: é também um baita ator.

Gostei muito do filme, principalmente do meio para fim. E a imagem da Serra da Cantareira é de impressionar mesmo...

Nádia disse...

Achei alguém com o mesmo "problema" que eu!

Ainda não vi o filme, mas algo me diz que eu vou sair flutuano da sessão...