Fui ao arquivo do blog em dezembro de 2006, pra ver se os planos ficaram no papel (ou melhor no post) ou viraram realidade. Vamos ao checklist.
- Em 2007, eu quero sentir o coração bater bem forte e depois acalmando nos braços que me acolhem. (foi um ano q meu coração doeu bastante, e se acalmou depois - não era bem isso que eu queria dizer no ano passado, mas dá pra dizer que cumpri)
- Quero sentir mais vezes o cheiro do feijão da minha mãe. (mamãe não fez tanto feijão assim, mas preparou feijoadas maravilhosas)
- Dar mais carinho ao meu pequeno pai. (hmmm, acho que não consegui, até tivemos uns arranca rabos. Mas em dezembro mesmo tentei botar em prática, ele sempre me derrete quando faz carinha de abandonado)
- Dizer que amo muito o o meu grande tio. (vixi, com esse então, tive muitos arranca rabos. Tenho mais alguns dias para por em prática)
- Papear mais com a minha forte irmã. (acho que sim, pelo menos acabou os fins de semana no Embu)
- Beijar mais o sorriso mais lindo que já vi (e que é exclusivo). (bem, eu falava de um sorriso específico, o que não consegui cumprir. Mas, conheci outros belos sorrisos)
- Beber mais com as amigas, mesmo que seja suco. (até porre tomei, mas as cabeção sempre me deixam na saudade)
- Me sentir sempre leve. (hmmm. a consciencia ficou 100% leve, mas as vezes, o peito e o stress pesou)
- Fazer experimentos na cozinha. (ih, fiquei devendo, mas pra noite de natal vou preparar uma receita de salmão)
- Aprender a dirigir. (fiquei devendo. Até fiz umas aulas, mas pela 5ª vez vai ficar para o ano que vem)
- Me reconectar com Deus (acho que ele ainda lembra de mim). (da igreja não passei perto, mas juro que o contato com a natureza me reconectou, ele sabe disso)
- Ir mais a praia e conhecer o Rio de Janeiro. (oba! esse eu cumpri e bem cumprido - até voei de asa delta, que nem tava no plano e fui pra Paraty também super bem acompanhada das cabeças e conheci até praia de agua doce e deserta com a guerreira Cris)
- Fazer uma tatoo. (oba! missão cumprida e ficou linda!)
- Cuidar melhor desse blog tão esquecido (quem sabe terá mais acessos). (parece que cumpri)
- Hablar Español. (estoy empezando)
- Publicar pelo menos uma matéria e não deixar a minha veia jornalistica se perder. (ih, se perdeu. Aliás nem fui pedir meu diploma e meu TCC eu engavetei)
- Controlar melhor meu $. (ih, se perdeu também. onde ele foi parar mesmo?)
- Ir aos ensaios de todas as escolas de samba de SP. (Vai-vai, Gaviões, e Mocidade Alegre, faltam várias)
- Cuidar da minha pele. (ela até melhorou, mas foi por pura sorte. Fui ao dermatologista recetemente pra tentar cumprir a promessa, mas pergunta se passei na farmácia)
- Soltar meu cabelo. (cumprido. Cachos assumidos com orgulho. Fugi da progressiva e sou + eu)
- E provar todos os sabores que o tempo me permitir. (me lambuzei até)
Outras coisas que não estavam no plano:
- Conhecer a Floresta Amazônica e o Pará;
- Viajar sozinha;
- Viajar em turma;
- Dançar +;
- Assistir jogo em um estádio de futebol;
- Retomar amizades do passado e ganhar novas;
- Ser madrinha de formatura do futuro ministro do STF;
- Pular de Asa Delta;
- Ir a Flip;
- Conhecer praias desertas;
- Conhecer a área de assessoria de imprensa;
- Ganhar malícia profissional;
- Receber uma proposta de trabalho que me deixou com o coração apertado;
- Voltar às pistas;
- Rir alucinadamente;
- Sofrer de insonia quando fiquei triste ou preocupada;
- Aprender a ser só, me amar + e me despedir de quem amava;
- Dar a volta por cima;
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
À margem do concreto

"Que tristeza que nóis sentia
Cada taubua que caía
Doía no coração" - Adorinan Barbosa
As principais chamadas dos jornais online de hoje acompanhavam o trânsito ainda mais caótico da cidade de São Paulo. A Marginal Pinheiros teve o mais alto índice de lentidão do ano, com 23km hoje pela manhã. Quatro parágrafos depois, no pé da matéria, a folha online explicava com apenas uma frase o motivo do caos.
"A reintegração de posse na Favela Real Parque, no Morumbi, começou durante a madrugada e pretende retirar de um terreno 1.250 barracos".
Eu e você, certamente, vamos chegar mais tarde em casa. Mas à margem do concreto do skyline da Marginal e à margem da notícia, 1.250 famílias não podem voltar pra casa, pois como disse o estadão.com "os barracos seriam desmontados". Desmontados? Mas, não são feitos de Lego, né. Eles vão ser destruidos, demolidos tabua por tabua, sem chance de montar de novo. E quando é a casa da gente, o nosso canto, o nosso lar, feito com o nosso suor, dá vontade de gritar.
Eu queria que além do trânsito a imprensa contasse onde os manifestantes vão dormir hoje, se há crianças, idosos, grávidas, entre os moradores, que merda vão construir no lugar desses barracos. Será mais um shopping, um condomínio? Na época do lançamento, o endereço vai voltar a ser notícia, bem provavel na Veja São Paulo, mas "Se o sinhö não tá lembrado/ Dá licença de contá/Que aqui onde agora está/Este ardifício arto/Era uma casa véia (...)Dim dim donde nóis passemo dias feliz de nossas vida".
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Preciso de oxîgênio
A guerreira Cris Juma me deu de aniversário um livro com entrevistas feitas pela Clarice Lispector. Ontem a noite eu tava lendo na cama a entrevista com o Jece Valadão (ui!), o malandro caricato do filme Rio 40ºGraus. Dado momento ele fala:
"O cinema é meu oxigênio".
E Clarice no rodapé e entreparentese pergunta "(Qual será o meu oxigênio?)"
Me fiz a mesma pergunta e senti uma falta de ar. Socorro! Preciso de oxigênio!
PS: Ah, também preciso de carinho, dinheiro e ter amigos.
"O cinema é meu oxigênio".
E Clarice no rodapé e entreparentese pergunta "(Qual será o meu oxigênio?)"
Me fiz a mesma pergunta e senti uma falta de ar. Socorro! Preciso de oxigênio!
PS: Ah, também preciso de carinho, dinheiro e ter amigos.
Conversa no avião
(...) alguma linguagem fática e simpática no vôo de Belém a Manaus(...)
Eu - O que você faz?
Moço da poltrona ao lado com um lap top - Eu exporto madeira.
Eu (indiscreta) - Então é você quem está desmatando a Amazonia?
Ele - Não. É o gado e a soja. Eu tenho que estar 200% legal para conseguir vender lá fora. Tenho que replantar.
Eu - Ah sim, vi hoje uns posteres de movimento ambientalistas para nos tornarmos vegetarianos. Tinha um boi desenhado, dividido em partes e cada parte representava um estado da região. E dizia assim: Você já comeu um pedaço da Amazonia hoje?
Ele - É. Mas que adianta ser vegetariano e comer carne de soja. Ela também está desmatando a floresta.
Eu - Mas a soja ocupa menos espaço que gado, né. E depois a soja também é usada para alimentar o gado.
Ele - É verdade. A soja estraga menos, mas estraga. Mas, as pessoas só trocam madeira por outro material. Que material vão trocar? Plástico? Acham que são ecologistas ao consumirem plástico? Aliás, paulista, quem mais consome a madeira da Amazonia é São Paulo, apesar da sede da Ásia.
Eu - Bem, vou deixar você terminar seu relatório.
Eu - O que você faz?
Moço da poltrona ao lado com um lap top - Eu exporto madeira.
Eu (indiscreta) - Então é você quem está desmatando a Amazonia?
Ele - Não. É o gado e a soja. Eu tenho que estar 200% legal para conseguir vender lá fora. Tenho que replantar.
Eu - Ah sim, vi hoje uns posteres de movimento ambientalistas para nos tornarmos vegetarianos. Tinha um boi desenhado, dividido em partes e cada parte representava um estado da região. E dizia assim: Você já comeu um pedaço da Amazonia hoje?
Ele - É. Mas que adianta ser vegetariano e comer carne de soja. Ela também está desmatando a floresta.
Eu - Mas a soja ocupa menos espaço que gado, né. E depois a soja também é usada para alimentar o gado.
Ele - É verdade. A soja estraga menos, mas estraga. Mas, as pessoas só trocam madeira por outro material. Que material vão trocar? Plástico? Acham que são ecologistas ao consumirem plástico? Aliás, paulista, quem mais consome a madeira da Amazonia é São Paulo, apesar da sede da Ásia.
Eu - Bem, vou deixar você terminar seu relatório.
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