Quarta-feira, Abril 22, 2009

Demorô


Tiana e Naveen são o primeiro casal inter-racial da Disney. Irão protagonizar o filme "A princesa e o sapo" que estreia em dezembro.

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Quarta-feira, Abril 15, 2009

Dinossauros



Essa tira nunca fez tanto sentido pra mim como agora que conheci (e me viciei) no Twitter. Eu sigo a BBC, o Noblat, revistas, o Ancelmo Goes, executivos, jornalistas q adoro, num ritmo alucinante e viciante. Não dá pra acreditar que depois dessa velocidade toda, a minha geração e os mais jovens que eu ainda lerão jornal impresso, será coisa apenas de dinossauros mesmo.

E por falar em Twitter, sigam-me os bons: www.twitter.com/dibzinha

Frustração

Velha demais pra concorrer à vaga do Profissão Repórter, para o Focas do Estadão, para o Treinamento (sonho) da Abril, pro concurso da CNN, para meu radiodoc concorrer ao novo concurso da CBN.

O trem passou e eu não alcancei. Não sou mais considerada uma jovem jornalista, muito menos uma profissional experiente.

Terça-feira, Abril 14, 2009

Black is beatiful



Na Folha de S. Paulo deste domingo, saiu uma matéria sobre a proposta do Ministério Público de obrigar grifes que participam do São Paulo Fashion Week a cumprir cotas raciais em seus desfiles.

Em janeiro de 2008, apenas 8 dos 344 modelos que desfilaram no evento eram negros – 2,3% do total. No Brasil, 49,7 % da população é composta por negros e pardos, segundo o último censo do IBGE (de 2007).

Talvez as cotas em desfiles de moda sejam muito bem-vindas para criarmos uma cultura de valorização da beleza negra. E o q não falta são negros e negras lindos, altos e de corpos esculturais.

Por outro lado é de se pensar... Afinal, vem a velha pergunta "E por que não cota para japoneses, judeus, e árabes, etc?". E no caso das passarelas, diferente do que ocorre nas universidades, não teria mesmo porque ter cota apenas para um etnia, se o proposito é diversificar os padrões de beleza e dar igualdade de oportunidade a modelos que não se enquadrariam no padrão buscado hoje pelos estilistas.

No caso das universidades é bem diferente, uma vez que o propósito é minimizar a desigualdade socio-economica entre negros e brancos no país, causada pela escravidão (que pode não parecer, mas é historicamente recente). Ou seja, a cota nas universidades não visa beneficiar uma etnia, mas os descendentes de escravos. E por isso que não se discute uma cota niponica.

Modelo da foto: Ednei dos Santos - ô, na minha humilde residência...

Segunda-feira, Abril 13, 2009

Para o bando de loucos - os acertos

Apesar de sentir falta de algumas coisas, isso é detalhe. O filme é muito bom. Não raro muita gente irá às lágrimas. Um depoimento mais precioso que o outro. Difícil escolher o favorito. O principal mérito do filme é não usar locução em off em momento algum e usar apenas uma legenda. O filme é integralmente narrado pelos torcedores.

A documentarista também tem o mérito de diversificar bem os torcedores que narram a história. Mostra que no bando de loucos tinha pobres e ricos, homens, mulheres, jovens, velhos, casada com Palmeirense, neto de italiano, integrante da Gaviões.

Várias vezes, os personagens relacionam seu amor pelo time a família, lembrando do pai, dos filhos, quando assistem aos jogos. Isso dá mais força e emoção a narração. Adoro a menina de camisa roxa que narra o jogo contra o Grêmio, contando as reações do pai.

A equipe também teve a felicidade de encontrar Danubia, uma torcedora que passava pelo momento mais dificil da sua vida – a luta contra o cancer – enquanto seu time também estava em luta. E um dava força para o outro se reerguer. A documentarista merece aplausos por não deixar a história da garota apelativa, e costurá-la com esmero à história maior que está sendo contada. (Ah, também é um achado o casalzinho que se conhece através do fanatismo pelo Corinthians).

Saí da sessão com vontade de comprar logo o DVD e assistir de novo e de novo e de novo. O filme me deixou com ainda mais orgulho de ser Corinthiana.

E depois do jogo de ontem então sou só orgulho. Eita time que me faz sofrer (aos 48 minutos, é brincadeira?) e que me dá alegrias.

Para o bando de loucos - os erros

Apesar de não ter como errar, erraram um pouco. Não há um depoimento do Nelsinho, técnico do Corinthians durante a queda. Se ouviram o Mano Menezes, porque não ouvir o Nelsinho?

No filme, o jogo mais narrado é a fatídica partida contra o Grêmio em 2 de dezembro de 2007 – o dia da queda. Quatro personagens que acompanhamos desde o início do filme contam que foram até o Olimpico, em Porto Alegre, para dar força ao seu time. Ouvimos seus depoimentos intercalados a cenas do jogo, mas onde estão as cenas deles naquele dia, sofrendo no estádio? Por que a camera não os acompanhou no jogo tão importante? Acho que deixaria a história ainda mais bem contada.

Também senti falta de ouvir a música do Roberto Carlos “Eu voltei...”. Um dos personagens conta que a música tocou ao final do jogo contra o Ceará, mas nada da música tocar. Preferiu-se tocar o hino do Corinthians em violino (que ficou lindo!), mas a música ambiente em documentário é fundamental, ainda mais essa que foi tão significativa para a história.

Não se comenta nada também sobre as camisas especiais feitas para o momento que o filme narra – a camisa roxa (que os personagens usam durante o filme) e a camisa com o retrato dos torcedores. Poxa, eu queria ouvir quem pagou e se emocionou de ter sua foto na camisa dos jogadores.

Para o bando de loucos - o filme




O filme já nasce com torcida. Até os corinthianos que não viram já gostaram. Mas deixando o fanatismo de lado, se o filme fosse sobre a torcida do Gremio, Flamengo, até do Palmeiras, eu teria gostado muito. (a torcida do São Paulo é “boring” demais para render um filme)

Os roteiristas e a diretora tinham em mãos uma boa história para contar, daquelas de roteiro pronto. Uma história de amor sobre uma torcida fiel, como ela mesmo se intitula, e fanática. Para ter uma história, precisa ter um problema. E bota problema. Uma das maiores torcidas do país vê seu time ser rebaixado. Mas não o abandonam nem em seu pior momento, até ele se recuperar. Não tem como errar.

Desculpem, não sei colocar o trailler para rodar aqui, mas clicando neste link é possível assistir.

Para o bando de loucos - a sessão

Fui assistir FIEL no sábado e pensei "como sou feliz de ser Corintiana".

A plateia uniformizada, como se fosse ver um jogo. Alguém gritou “Tem mais gente aqui que na Vila” (referindo-se a Vila Belmiro onde aconteceria dali 2 horas o jogo Santos x Palmeiras). Outro berrava “Amanhã vamos dar uma surra nelas” (referindo a partida contra o São Paulo no dia seguinte). Outro começava a gritar “Aqui tem um bando de loucos” e todos seguiam.

Não é qualquer filme (ainda mais documentário) que tem torcida. E respeito suficiente, pois durante o filme o silêncio era religioso.

Ah, o Cinemark se recusou a passar o filme em todas as suas salas. Pra mim, a desculpa não colou, acho que eles são bambis mesmo.

Quinta-feira, Abril 02, 2009

A obrigatoriedade do diploma limita o direito a livre expressão

O jornalista lida com algo precioso como a informação. Porém a informação não é algo exclusivo do jornalista. A um fotografo, por exemplo, não é exigido diploma de graduação, pois trata-se de um ofício. E quem irá dizer que a foto não é informação, não forma a opinião pública? Fotos não mentem, mas mentirosos fotografam e os créditos estão lá, ao lado da foto, caso seja necessário processá-lo.

Hoje, felizmente, a informação está muito mais disseminada e não precisa ser mais direito de apenas uma parcela bem pequena da população que saiu das faculdades de jornalismo. Com as tecnologias atuais, mais do que ser contra a obrigatoriedade do diploma, eu acho essa discussão obsoleta. Qualquer um tem poder de formar a opinião pública, com seu vídeo no YouTube, a foto tirada pelo celular, o blog, o twitter, redes sociais, etc. E aí, vão obrigar que se tenha diploma para eu escrever um blog?

O direito de informação é de todos e isso sim, é reforço de democracia. Diferente do que pensa a Fenaj, democracia é garantir que todos possam ter voz, e não garantir a voz para poucos.

Diploma de jornalismo e reserva de mercado

Talvez eu, como portadora de um diploma de jornalismo (aquele pedaço de papel que eu ainda não fui buscar na faculdade), devesse concordar com a Fenaj para reservar o mercado para mim e meus colegas. Mas acredito que a reserva de mercado deva ser feita perante a competência, o que não é garantido por faculdade alguma.

Ao contrário do que o Sindicato argumenta, acredito que sem o diploma obrigatório, a qualidade dos profissionais das redações aumenta. Isso porque se a competição pela vaga de jornalista for maior, meu empenho deverá ser ainda maior, o que acarretará numa melhora da qualidade do profissional. Sem a reserva de mercado, a faculdade de jornalismo terá de oferecer um curso ainda melhor para garantir que apenas os diplomados conquistem os trabalhos.

Jornalismo é um ofício, não é uma ciência como medicina, nem uma técnica precisa como a engenharia. Como toda a profissão tem suas técnicas e artimanhas, que podem ser adquiridas na faculdade, mas principalmente, durante o exercício da profissão. Obrigar que um jornalista tenha diploma cairia para mim no mesmo absurdo de não se permitir que um dono de pastelaria possa gerir seu negócio por falta de diploma em Administração de Empresas. Ambas as profissões são ofícios, que estão em transformação contínua, para melhor atender ao seu público, seja ele o consumidor de pastel ou de informação.

Diploma de jornalismo e os anos de chumbo

Ao defender que o diploma garantiria um jornalismo de qualidade e por sua vez um reforço da democracia, os sindicalistas e estudantes de jornalismo esquecem que a Lei de 69 é resquício do regime militar e que visava identificar veículos e profissionais existentes no país para exercer a censura sobre eles. Graças aos anos de chumbo, o Brasil é um dos poucos países em que o diploma de jornalista é obrigatório. Na Inglaterra, EUA, França, que nos dão um banho de jornalismo e ensino de qualidade, o diploma não é exigido.

Quem precisa de diploma?

Ontem, o Supremo Tribunal Federal discutiu a exigência do diploma para o exercício do jornalismo. A votação deve ser concluida no próximo dia 15. A Lei, de 1969, que regulamenta a profissão, defende a obrigatoriedade do diploma, mas, desde 2001, a exigência foi suspensa por liminar. Por recurso da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) a decisão foi anulada, mas meses depois, a não obrigatoriedade do diploma foi reestabelecida. A decisão é provisória e aguarda definição do Supremo.

A Fenaj e estudantes de jornalismos se manisfestam a favor da obrigatoriedade do diploma, afirmando que os 4 anos de faculdade garantem uma imprensa mais ética e um jornalismo de mais qualidade. Nessa ótica, eles afirmam que o jornalismo de qualidade só vem a reforçar a democracia. Quanto a isso, não tenho o que questionar. Porém, sou contra a obrigatoriedade do diploma e exponho meus argumentos nos posts acima.

Quarta-feira, Abril 01, 2009

O óbvio é genial


Desde o primeiro programa, eu sou fã do CQC. E quando parece que ele vai perder o ritmo, ficar cansativo, os homens de preto retornam das férias ainda melhores.

Danilo Gentili, meu favorito dentre os repórteres, teve dois momentos felicíssimos nas últimas semanas. Em uma matéria, perguntou a deputados nos corredores do Congresso questões óbvias tiradas das manchetes da semana, como “Onde fica Guantanamo?” ou “O que significa FARC?” Muitos não sabiam e era hilariante e, ao mesmo tempo assustador, o embrolho que nossos representantes respondiam para não assumir sua ignorancia.

As perguntas são tão óbvias que só o “humor” poderia fazer. Mas não é só engraçado. Ele tirou a credibilidade de ao menos meia dúzia de políticos em uma matéria de um minuto. Poucos jornalistas conseguiram feitos como esse e os que conseguiram, não o fizeram de forma tão simples.

Na última segunda-feira, mesmo com intenção de cair no humor, a pergunta de Gentili no Congresso não era engraçada, apenas óbvia demais. Gentili perguntou a José Sarney: “Você já pensou em ser de oposição?” Simples e constrangedor - sem ser ofensivo. É aquilo que a gente sempre quis perguntar e nunca teve coragem...ou achou óbvio demais. Sarney não respondeu. Mas a “não resposta” pode ser uma das melhores respostas, principalmente na televisão, em que a imagem para fala por si.

O Telejornalismo sempre me pareceu o mais “pobre” dos formatos jornalísticos, pois demanda agilidade de produção, edição, e mais simplicidade nas mensagens, uma vez que seu espectador não estará com atenção total. Só que o CQC aproveita isso a seu favor. O humor é extraído da agilidade de suas matérias (afinal, timing é tudo para piadas) e das perguntas simples e óbvias em exagero. Gentili parece mais um estudante bobo do que um jornalista e por isso tem a liberdade para perguntar o óbvio.

Além disso, a TV favorece o que não tem graça em ser contado, como a cara de tacho do Sarney, a grosseria do Genuino, ou a fuga de uma risada do Collor após a piada do Gentili.